sábado, 27 de abril de 2013

À terceira é de vez!

Boa tarde de Sábado! 

Aposto que já tinham saudades minhas e tal. Hoje aproveito que vou ter que ficar de castigo em casa porque uma certa pessoa não fez o "trabalho de casa" e vai ter que ficar a fazê-lo para hoje à noite... Isso e como eu e o Mário somos umas pessoas muito fixes e super empreendedoras temos que ir para o escritório agora à tarde fazer cenas jurídicas. 

Como diz o título, "à terceira é de vez", e não não são coisas marotas, porque nesse departamento as coisas costumam funcionar logo bem à primeira ... É que como agora nós somos muito saudáveis e fazemos actividades outdoor também nos inscrevemos no Geocaching para tornar os passeios mais divertidos ou confusos, conforme correrem as coisas.

Na verdade, já há uns dias tentámos dar com a nossa primeira cache sem sucesso, porque fomos feitos heróis tentar descobri-la em modo Maria Duval, que é como quem diz o "modo expert, com mania que é esperto, e que acha que consegue adivinhar as coordenadas como os pássaros migratórios"... Como está bom de ver, por acaso não se via muito bem porque foi de noite, a busca não deu em nada e voltámos para casa a tempo de pôr as nerdices em dia.

À segunda tentativa lá começámos a compor as coisas. O Mário instalou uma mariquice no meu telemóvel, assim fancy com bússola e mapas e montes de coisas giras para usar o GPS que já vinha instalado de origem. Um pequeno à parte: o meu telemóvel tem GPS - porquê? Aparentemente é uma ferramenta indispensável para fazer telefonemas no século XXI... Adiante. Desta vez levámos instruções! Can you believe it? E não é que funcionou? 4 contas depois de termos andado à caça de números pelo caminho conseguimos as coordenadas! Vitória, vitória, acabou-se a história - Não, nem por isso... Depois era preciso saber usar as coordenadas manualmente, o que demorou cerca de uma hora a conseguir e quando a coisa pegou já estávamos demasiado cansados para sentir qualquer tipo de alegria. Seguimos o caminho de volta para casa - sim, afinal a malvada estava mesmo ao virar das esquina de casa... Só que, como também era de noite, quando passámos pelo local e vimos que metia ir pelo meio do mato à Rambo, metemos a marcha-a-trás e fomos tratar a frustração para casa, com mais nerdices.

Agora a terceira tentativa e de antemão estabelecida a última hipótese antes de mandarmos o Geocaching às favas: de manhã, logo depois do último falhanço lá se insistiu nas coordenadas e, de repente, como se tudo tivesse ficado óbvio e fácil da noite para o dia (o que de facto aconteceu...), lá estava ela no seu esconderijo, mesmo debaixo dos nossos narizes e ao lado de casa. 
Moral da história: à terceira é de vez, ou para a próxima a ver se pensam nas cenas antes de irem caçar gambozinos às 9 da noite...



Nós e a Cache

Ass: Mara Bel.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

WARNING - Noite de Comédia - 27 de Abril - Vintage Lounge Bar (São Brás)


É já amanhã que vou voltar a experimentar subir ao palco ... ou melhor dizendo ... nem por isso já que não há propriamente um palco. Mas vou definitivamente voltar a experimentar a maravilha que é ser o centro das atenções ... isto é, se alguém ligar alguma coisa ao que vou dizer. Mas pronto, questões e dúvidas à parte uma coisa é certa, amanhã, depois das 22 horas, vou estar a actuar no Vintage Lounge Bar em São Brás de Alportel a apresentar um pequeno número de Stand Up Comedy.

Se têm padrões baixos para comédia ou riem-se com demasiada facilidade, por favor, apareçam. Caso contrário, podem ficar em casa ... para estarem de cara séria a olhar para mim com ar de quem faço asneira já basta a Mara enquanto lhe explico porque é que tenho tantas action figures de Star Wars em cima da cabeceira da cama.

Ass. Mário

domingo, 21 de abril de 2013

À Descoberta dos Trilhos da Serra

Além de intelectuais - ainda ontem estivemos no lançamento do livro «O luar de Sha'ban», de autoria do Dr. Renato Santos - e boémios - à noite o nosso bom amigo Ricardo Belela deu-nos a conhecer um espaço bem agradável em Albufeira - eu e a Mara somos também um casal dinâmico, cheio de energia e sedento de aventuras outdoor. Contudo, como nem sempre a disponibilidade financeira acompanha a disponibilidade física e mental, as nossas aventuras outdoor tiveram que ficar-se pelo "quintal". Quintal salvo seja, já que embora até tenha logo ali ao lado bastante "mato", fomos um pouco mais longe para a Fonte Férrea - local que quem conhece São Brás de Alportel, obrigatoriamente conhecerá - seguir os trilhos daquela zona.

Embora admita que sou uma pessoa preguiçosa - sim, eu sou o género de pessoa que se de noite começar a ouvir tocar o alarme do carro pensa "Rouba, mas rouba depressa e cala a porcaria do alarme!" - de vez em quando dou por mim a pensar que isto de ficar as tardes de Domingo em frente ao pc a ver séries ou da televisão a ver os filmes da SIC não é bem o que quero para a minha vida. Por isso, aproveitei agora que tenho companhia para começar a ir dar uns passeios pela natureza e explorar os trilhos da serra que todos os dias serve de moldura à vista que tenho da minha varanda.

Porque estas coisas fazem-se por etapas, hoje fizemos um trilho fácil com apenas 6 km (ida e volta incluídos), sempre acompanhados pelo som da água corrente, dos sapos a coaxar e dos pássaros a cantar do cimo das árvores. Para quem conhece a área, saímos da Fonte Férrea e seguimos os trilhos que vão ter à Cova da Muda... depois, infelizmente, restou-nos apenas voltar para trás e repetir o caminho feito, mas ... hey, it's something!


Nota positiva para o facto da faca de mato e lanterna que levei não terem sido necessários... acho que ando a ver programas do Bear Grylls a mais.

Bem, partilhado que está este facto convosco vou agora preparar-me para ver o Big Brother VIP. "Terá ele perdido o juízo?" - pergunta o caro leitor. Não, nada disso. Mas dia 27 de Abril vou ter uma pequena performance de Stand Up Comedy e preciso de escrever material novo!

Ass: Mário

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Gelado de sonhos com recheio de boas memórias gustativas (jantar parte III)


AVISO À NAVEGAÇÃO: 
Por não termos fotos do jantar em si, utilizaremos outras fotos ilustrativas. A legenda das mesmas ficou a cargo do Mário.

Bem sei que já devia ter metido mãos nisto mais cedo, mas a verdade é que as condições meteorológicas em que está envolto o nosso clima têm distendido a minha natural depressão sazonal. A verdade é que a Primavera já chegou, foi até informada que a tinham ido buscar à camioneta às 11 da manhã, ao Equinócio. Contudo, esta estação que agora segue o Inverno mais parece a Inverno-B, com passagem em alguns apeadeiros de sol (eu comecei a escrever isto ainda estava tempo de dilúvio, hoje já termino com sol e manga curta…) 

Agora retomando trabalhos, até porque se avizinham no horizonte outras hercúleas tarefas migratórias, creio termos parado depois das entradas e do cremezinho de camarão (sim, porque quando alguma coisa é boa ou importante em Portugal é costumeiro usar o diminutivo). Então que já temos a digestão feita da primeiras partes desta aventura gastronómica e porque já tinham montes, resmas e paletes de saudades minhas, decidi acabar a história de vez. 

Nesta parte, não há aranhas nem ostras, mas há outras coisas inanimadas com qualidades humanas. Quem me conhece bem, o que não é certamente o caso da maioria das pessoas que vão ler isto, sabe que eu não gosto de fruta na comida (aliás acho que já disse isto e que me ‘tou a repetir, o que é uma coisa que acontece muito a quem não tem uma vida interessante para relatar, por isso, é melhor habituarem-se já), porque é doce, terrivelmente doce quando comparada com o resto do conteúdo do prato. Isto é uma informação relevante porquê perguntam vocês, porque os dois pratos principais tinham fruta lá dentro… Mas adiante, à pausa entre pratos lá voltaram à sala os 3 chefs de serviço, curiosamente limpos para quem estava a cozinhar vestido de branco, e apresentaram o que se seguia: Pêra Bêbeda do Oeste com Codorniz, Robalo com Prosciutto e molho de Sálvia e Folião de carnes (tipo aquela coisa do rodízio brasileiro, mas com um nome mais elaborado. Ora, para nos situarmos ainda melhor, fizeram questão de elucidar os degustadores (nós, os que estávamos a comer) que as pêras vinham da região do Oeste (Torres Vedras e vizinhos, aquela zona onde falta sempre a luz e andam estufas a voar sempre que faz um pouco de mau tempo) e que os robalos tinham sido pescados à linha na zona de Peniche. Infelizmente não denunciaram a proveniência da sálvia, que por momentos acreditei que pudesse ter ascendência divina, mas como agora até já querem proibir essas lojas dos cogumelos é que nunca vou saber a diferença entre umas e outras… 

Esta codorniz anda agora, algures pelo campo, sem uma perna e sem um peito.
Espero que tenha acesso a um serviço de saúde melhor que a grande maioria dos portugueses!

Agora devem estar a pensar como é coisa fina isto de comer codorniz, até porque é um bicho minúsculo e dá imenso trabalho a depenar. É fino, sim. Mais fina ainda quando o único alimento que recebemos relaccionado com a dita avezinha é a perninha e um peitinho, tudo em diminutivo, como manda a regra. Devo desde já esclarecer que as codornizes são complicadas de comer já de si, agora imaginem como comer apenas 20% do animal e ainda desossá-lo com talheres, tudo isto enquanto se tenta manter o ar mais “like a lady” possível. Felizmente não houve comida a voar para fora do prato, mas podia ter havido, foi uma questão de sorte…

Este devia ser, mais ou menos, o aspecto da coisa que se descreve a seguir
antes de ter sido cozinhado. Só falta o Prosciutto

Seguidamente, o prato de peixe, com talheres de aspecto alienígena e com ar apropriado para crianças inquietas não conseguirem cortar os pulsos ou arrancar olhos com eles. Obviamente que ninguém, na sua vida normal, come com facas que não cortam e que mais parecem uma espátula para servir fatias de bolo, por isso, mais uma oração à Santa Bobone e avançámos sem medos. Sem medos como quem diz, porque com o peixe vinha um molho verde com ar de espuma, que devia ser a sálvia, e que tinha um ar meio alucinogénio, ou talvez isso tenha sido apenas a minha sensação, porque fiquei a pensar nas smartshops e em outras coisas que fazem as pessoas rir (dizem, porque eu não sei, mas confio em quem me disse). 

O último prato era tipo isto ... mas na versão de rico.
Que é como quem diz: trazia muito menos comida e custava muito mais dinheiro!

Para terminar, por assim só a falar de comer uma pessoa fica enfartada, veio um prato chamado Folião de carnes, que era como já disse, uma coisa à chimarrão com nome da Linha… Não me interpretem mal, até porque eu gosto bastante de carne grelhada, é só que uma pessoa fica confusa com estes títulos gastronómicos que dão às coisas. Aqui tudo correu bem, até porque não havia grandes surpresas sobre o conteúdo da cerâmica de jantar. Para terminar-terminar, depois de um jantar que durou 3 horas a ser comido, não que houvesse muito para comer, mas porque fizeram imensas pausas pelo meio, veio a sobremesa! Ah pois, esta era a parte que todos queriam saber, seus gulosos! Então eu conto: depois de mais uma introdução lírica sobre a inspiração que levou à confecção dos doces, fomos brindados com gelado de ginjinha (porque todo o álcool do jantar não bastava, foi preciso ainda mais uma referência licorítica – se bem que acho que se estavam a referir ao fruto vermelho e não à bebida, porque todas as ginjas que eu conheço são bagas relativamente pequenas e pode ter sido só um nome carinhoso…) e um quindim com uma bolachinha. Ora, uma pessoa nunca diz que não a um docinho (este é o texto dos diminutivos está visto) ainda mais quando esse docinho gelado sabe a infância! Agora só os fortes vão compreender o meu maravilhamento quando provei aquela bola, era como comer uma nuvem enrolada num pedaço de sonho e cheiro a livros da escola: o gelado sabia a vampirinhos! Roam-se de inveja, porque foi eu que tive a honra e o privilégio de o comer e vou ficar com esta memória linda para sempre! 

Mas não é tudo, assim como acontece naquelas programas que dão conjuntos de prémios às pessoas, ainda faltava a última montra! 

Para terminar-terminar-terminar ainda faltava o digestivo, estoicamente ignorado pelo Mário, o que na minha opinião foi um desperdício, já que nos ofereceram um cálice de vinho do porto, de reserva, friso, de reserva; Uma coisa mesmo à séria que os pobres como eu não consumem e que tem um sabor distinto de todos os outros vinhos do porto que já bebi, ou se calhar isso também foi impressão minha, mas só posso confirmar se tiver acesso a mais garrafas vintage, o que não acontecerá tão depressa e até lá esqueço-me… Também não podia deixar de estar presente a portuguesa bica e outra coisa que me deixou particularmente feliz: trufas de chocolate brigadeiro! Rematadas com grande satisfação foram os pontos finais desta aventura gastronómica pelo paladar dos ricos e famosos, made in Vilamoura!

Ass: Mara


PS: A demora na redacção e publicação do texto são visíveis em dois pontos: quando a Mara fala do mau tempo que foi entretanto substituído pelo seu arqui-inimigo. Passámos, basicamente, de um estado do tempo em que não podíamos andar na rua por um estado do tempo em que ... não podemos andar na rua - mudam apenas as causas! Além disso, repetiu-se a referência à Codorniz. Mas como tem piada, deixei ficar.

Ass: Mário

domingo, 14 de abril de 2013

Cenas mágicas e tal…

Como o Mário não sabe o que fez ao post que devia ter sido colocado no lugar deste, vou ter que vos chatear com mais uma das minhas considerações profundas sobre cenas e coisas que se passam no fantástico mundo das séries. 

Mais uma vez, como somos um casal super híper mega ri-fixe não podíamos perder o regresso da série de investigação “Bones”, já na 8.ª temporada a provar que andar a escarafunchar nos mortos nunca passa de moda, diz que até há umas pinturas velhas sobre isso e tudo...

 The old anatomy lesson and stuffz

Adiante, porque não é sobre as maravilhas da medicina forense e afins que pretendo filosofar hoje, mas antes sobre os fantásticos objectos e tecnologias de ponta que povoam o dia-a-dia das séries passadas em tempo contemporâneo. Não me refiro a coisas futuristas, de outras galáxias ou outros tempos que acidentalmente ocorrem na televisão, coisas tão boas como o Espaço 1999. 

Série super realista e futurista sobre pessoas que andam à deriva no espaço montados na Lua

Não. Refiro-me às infames possibilidades “enhance” que vão brotando do chão como cogumelos em tudo que é matéria de investigação criminal. Quando estava a ver a série com que comecei este post, enquanto estava intrigada e perfeitamente presa ao enredo que já não seguia há 3 ou 4 temporadas (sim, o meu serviço de televisão por cabo existia, eu é que não o usava assim muito…), deparei-me com o mais extraordinários ecrãs de computador, coisa que nem nunca teria sequer ocorrido ao Spock! Havia suspensas no ar (aparentemente flutuando…) umas placas de vidro transparente onde surgiam vários ecrãs ou janelas de programas informáticos, com um ar matrixiano, e foi nestas placas mágicas, onde tudo se passou telepaticamente, que mais um crime terrível foi desvendado. 

 Posto isto, começo por pensar se estas placas de acrílico super evoluído serão reais, depois interrogo-me porque motivo é que não existem em todas as instalações das polícias de investigação espalhadas pelo mundo (pelo menos nos países do 1.º mundo…). É que estes ecrãs futuristas poderiam, por exemplo, descobrir, num código de números em cascata, onde é que está a Maddie, sei lá, tipo, e isso era uma coisa que ajudava ao turismo no Algarve agora que o Verão se aproxima.

Ass: Mara Bel.

terça-feira, 9 de abril de 2013

A Man needs no Nipples

Como fantástico casal nerd que somos, e por fantástico quero dizer mesmo ao nível genial, não poderíamos perder o 1.º episódio da mais recente temporada da série Game of Thrones

A propósito, gostava de referir que ver esta série é sempre um risco, pelos motivos óbvios, é que uma pessoa nunca sabe que conteúdo vai aparecer a seguir e quem é que vai entrar na sala nesse momento… Por razões aparentemente mágicas, alguém, nomeadamente a figura maternal, terá a tendência para entrar no preciso momento em que corre aquela cena catalogada com a infame bolinha vermelha, e com isto não me refiro a conteúdos violentos, perfeitamente espectáveis numa série de fantasia e guerra… A verdade é que a qualquer momento, no momento mais inesperado e inoportuno, les wild boobs appear, sempre… Les wild boobs, les wild willys, le wild sex no geral, aparecerá de surpresa e sem aviso, por isso, todos os episódios deveriam vir acompanhados de um disclaimer a exigir a verificação de todas as portas e janelas, de modo a evitar situações constrangedoras e inconvenientes...

Les wild boobs just appeared... Yet again.


Ass: Mara Bel.