sexta-feira, 15 de março de 2013

A Redenção da Lipton.


Lembram-se do post com o título "A Cavalo dado não se olha o dente" onde partilhava a minha consternação sobre o facto de me ter sentido um pouco enganado com um prémio que me tinha sido enviado pela Lipton? Pois, provavelmente não, mas por isso é que deixei o link ali em cima para poderem lá ter ir e não ter que repetir a história. Por isso, se não se lembram, vão lá agora. Caso contrário, ignorem esta parte e avancem com o texto.

Então, já estão a par da história? Pois é, no fim colocava a questão, que coloquei noutros locais, sobre se deveria ou não queixar-me da situação. E pois bem, decidi "queixar-me"! Enviei um mail, cordial, claro está, à Lipton onde partilhei os meus sentimentos ... tal como fiz aqui no blog. 

A resposta deles demorou uns dias mas chegou finalmente sob a forma de um mail onde me pediam a minha morada ... nada mais. Ora, como quis acreditar que era para me compensar pelo equivoco e não para enviar uma equipa de capangas que me maltratasse por andar a falar deles aqui no blogue, arrisquei e enviei-lhes os dados.

Hoje, recebi uma encomenda enviada pelo Lipton que abri na expectativa de ver o que me tinham enviado. Decidi partilhar aqui convosco:




Fica assim a sugestão para quem se encontre na mesma situação: lá porque é oferecido, não tem que ser visto como uma esmola. Um bem-haja também à Lipton por ter resolvido o assunto de forma tão graciosa. E agora, upa, que já está quase na hora do chá ... o complicado vai ser só escolher por onde começar.


Ass. Cunha

domingo, 10 de março de 2013

"Não mata ...

... mas mói!"

Todos nós temos aquelas pequenas coisas que nos irritam, que depois de um dia chato quase marcam a diferença entre continuarmos a ser os cidadãos exemplares que somos ou tornar-nos em perigosos psicopatas.

Na foto ao lado, tirada no LIDL de São Brás de Alportel, está um bom exemplo do que acabei de mencionar: o parque de estacionamento está longe de lotado, mas há sempre alguém que insiste em estacionar o carro ali, para ficar mais perto da porta. Certamente não é alguém com dificuldades de mobilidade, já que para isso existem lugares próprios e estão, na maior parte dos dias, vazios.

Só resta uma hipótese: é chico-espertice, esse mal que afecta tantos portugueses mas que, infelizmente para eles, não dá direito a um lugar próprio para estacionar o carro.

Quanto a mim, nem é nada comigo ... consigo circular de qualquer forma e o carro estar ali não é propriamente um obstáculo à concretização da minha felicidade. Mas não sei se é o transtorno obsessivo-compulsivo a dar sinal, se qualquer outra patologia ... só sei que sinto um certo desconforto de cada vez que chego ao LIDL e vejo um carro ali estacionado.

Ass. Cunha

sábado, 9 de março de 2013

Sad "Happy Woman"

Vi hoje, através de uma partilha da Manias de Gold no Facebook (sim, eu sigo estas páginas), a imagem que está aqui ao lado.

Ao que parece a Revista feminina "Happy Woman" vai ter num dos seus números o "Guia para a Traição Perfeita". Nem vou tentar ir pelo argumento que seria mais fácil de que "Ah e tal, se fosse uma revista masculina a fazer isto, caia o Carmo e a Trindade", já que, ainda que verdadeiro, acaba por não focar o verdadeiro problema deste género de publicações.

É verdade que corro o risco de estar a fazer uma avaliação errada do artigo tendo como base apenas um título - na verdade, podemos estar perante um texto irónico ou humorístico que acabe por ser o contrário do que parece.

Mas e se não for? Não pretendendo passar uma imagem de puritanismo, ainda que quem me conhece saiba que até sou bastante antiquado nestas matérias de relacionamentos, quero apenas realçar a importância que o respeito tem em qualquer relação. Porque, para haver uma traição, tem necessariamente que haver uma relação! Não faria, por isso, este post se o Guia fosse para o "one night stand perfeito", por exemplo.

Feito o esclarecimento, tenho pena que haja uma revista, supostamente feita para a mulher moderna que aborde de forma tão ligeira um tema que todos sabemos é tudo menos ligeiro. Bem sei que durante séculos os homens tiveram bastantes dificuldades com esta coisa da monogamia, mas não acho que seja motivo de orgulho. Da mesma forma, não acho que o problema se resolva com o facto das mulheres começarem também a adoptar de forma sistemática os maus comportamentos dos homens.

Pareço-me demasiado com o Marchante a falar (FDL students will know!)? Talvez. Mas uma coisa é certa, sempre aprendi que "dois males não fazem um bem!"

E por isso, shame on you Happy Woman! E espero que as mulheres portuguesas sejam também capazes de te "censurar" da mesma forma, para que te mostrem que elas são melhores que isso.

Ass. Cunha

quinta-feira, 7 de março de 2013

A minha relação com o Humor

Como alguém que gosta de humor e já experimentou fazer Stand Up Comedy, tenho uma regra no que toca a piadas sobre temas sensíveis: não levo a peito, ainda que sobre assuntos que considero especialmente importantes ou sensíveis, o que é dito num contexto de um número humorístico.

E é por isso que não tenho problemas em ficar ofendido com algumas das coisas que o Nilton diz.


Ass. Cunha

segunda-feira, 4 de março de 2013

Carne de Cavalo.


Muito se tem falado da questão da presença de carne de cavalo em alguns produtos que são vendidos como sendo carne de vaca. Ora, há sempre o espertalhão que, quando o assunto surge, diz que "não há mal nenhum em comer carne de cavalo". E este "espertalhão" até está cheio de razão: não há, de facto e em abstracto, mal nenhum em consumir carne de cavalo. Mas pensemos assim:

Imaginem que são homens com dificuldades em conhecer mulheres interessantes. Decidem então recorrer aos serviços de um site de encontros e acabam por combinar algo com uma mulher cuja foto de perfil é esta:



Quando chegam ao local combinado, a pessoa sentada à mesa onde tinham marcado é, contudo, esta:


Ora, são as duas mulheres, vamos assumir que ambas saudáveis, com quem seria possível socializar e estabelecer uma relação (ou o que quer que as vossas mentes badalhocas estejam a imaginar).

Assim, e de acordo com o tal espertalhão, não deveria haver qualquer problema ... mas, e sejamos honestos, ninguém quer combinar um encontro com a Scarlett e acabar com a Camilla, não é?

sábado, 2 de março de 2013

2 de Março


Há quem diga que não vale a pena. Há quem diga que só lá vamos marcar ponto. Há quem diga que se banalizam as manifestações. Há quem diga muita coisa...

Eu digo que a História constrói-se um dia de cada vez.

Até já.

Ass. Cunha

sexta-feira, 1 de março de 2013

Stand Up Comedy aos molhos.



Quem me conhece sabe que sou um entusiasta do género "Stand Up Comedy". É necessário um talento especial para, sozinho, enfrentar-se um público com um número que é, na realidade, um monólogo. E acreditem que sei do que falo já que tive, por duas vezes, oportunidade de fazer Stand Up.


Uma das questões que mais vejo serem levantadas em relação ao Stand Up Comedy e que é, de facto, importante desmistificar prende-se com a confusão que algumas pessoas insistem em fazer entre Stand Up e contar-se anedotas. E não me interpretem mal: contar anedotas é uma tarefa que tem também o seu quê de complicado e, quando bem feito, é também uma arte não acessível a todos. Mas, nem por isso, passa a ser Stand Up Comedy.

Contudo, feito este reparo que considero essencial, não tenciono escrever muito sobre Stand Up, já que não é esse o objectivo do post, mas antes dar uma dica para aqueles que, como eu, são entusiastas mas têm dificuldade em descobrir alguns dos talentos (neste caso internacionais) menos mediáticos. 

A página do programa Conan O'Brien, que regularmente conta com a presença de alguns comediantes a fazer parte do seu número, disponibiliza online esses segmentos que podem ser vistos também em Portugal. 

Para isso basta acederem a este link e darem uma vista de olhos pelos vários vídeos que estão disponíveis.

Em breve talvez aproveite para falar também um pouco sobre a minha visão do Stand Up em Portugal...

Ass. Cunha