quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Aventuras Fantásticas - a blast from the past!

Redescobri no ano passado, já nem me recordo ao certo como, a colecção "Aventuras Fantásticas". Para aqueles de vós que largaram há poucos anos as fraldas ou que, por qualquer outro motivo tiveram uma infância que não vos proporcionou a oportunidade de contactar com estes livros, a melhor forma de os descrever é dizendo que são o Star Wars: Knights Of The Old Republic (tinha utilizado o World Of Warcraft como primeiro termo de comparação, mas não penso que seja o mais adequado já que o WOW é um jogo online e colectivo) de uma altura em que os computadores ainda ocupavam T2 inteiros e eram, por isso, bastante inacessíveis.

A minha última adição à colecção,
uma oferta do meu bom amigo Hermano.

Os livros da colecção são, basicamente, RPG (Role Playing Games) em livros, ou, numa descrição mais portuguesa e para quem não domina os conceitos dos videojogos, são livros-jogos. O conceito é explicado na Wikipedia, que aqui citamos:
Uma aventura solo (também conhecida como "livro-jogo") é uma variação do RPG convencional. São aventuras que se pode jogar sozinho, uma alternativa aos jogos de RPG que exige um grupo de pessoas para jogar. (...) Existem diversas vantagens em uma aventura-solo. A mais evidente, é a ausência da necessidade de um grupo para jogar. O fato de já existir uma história pronta em certas circunstâncias também pode ser considerado como um ponto positivo, uma vez que mestres inexperientes poderiam ainda não conseguir criar uma boa história. Existem também desvantagens. O primeiro ponto é a linearidade. Embora você possa fazer múltiplas escolhas durante o jogo, suas opções já estão definidas no livro. Você não pode fazer o que quiser, pode apenas escolher o que fazer dentro das escolhas que o livro oferece. (...) Salvo raras excepções  não costuma existir muita continuidade - uma aventura solo acaba assim que termina o livro, não podendo se transformar em uma campanha como um RPG comum.
A colecção de que vos falo, da autoria de Ian Livingstone e Steve Jackson, foi editada em Portugal pela Editorial Verbo. Foram editados 38 livros, tendo depois a editora descontinuado a colecção.

Admito que não me recordo ao certo da linha temporal em que os livros foram editados, mas recordo-me de ter tido o primeiro contacto com eles através do filho de uma patroa da minha mãe. Não sei já qual era o livro, mas embora criança na altura, achei todo o processo de jogar/ler o livro fascinante, embora, se bem me lembro, nunca o tenho jogado de acordo com as regras, antes assumindo que ganhava todas as batalhas com que me cruzava durante o jogo. Aliás, sejamos honestos, ainda hoje faço alguma batota ...

Apesar de nunca os ter coleccionado na altura, hoje tenho alguns livros que fui adquirindo através de trocas, lojas online, doações como a do Hermano ou "Feiras da Ladra". Apesar da crescente procura por estes livros, a verdade é que grande parte deles não valorizou tendo em conta que foram bastante populares na altura, motivo pelo qual podem ser hoje comprados a preços baixos (alguns dos que comprei novos custaram-me apenas 2€ cada).

A minha muito humilde colecção.

As histórias, embora hajam algumas excepções à regra, têm um certo toque de medieval em si, pegando em alguma da mitologia europeia desses tempos. Não será preciso procurar muito até nos vermos obrigados a lutar contra ogres, trolles ou outros fantásticos seres normalmente associados ás flores europeias. Além de história mais ou menos desenvolvidas que nos levam a vaguear com frequência por terras imaginárias de antigamente, há ainda direito a ilustrações fantásticas que são uma das partes importantes de cada um destes livros e que continuam, como naquela altura, a cativar-me a vista.

O encanto destes livros em pleno 2013 é simples: é retro (que é uma expressão fixe para velho) e tem o seu quê de nerd (adjectivo com que me identifico sem problema). Além disso, para quem não tem tablets ou portáteis realmente portáteis, são uma excelente companhia para as viagens de Inter-Cidades Faro-Pragal.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Uma "Caldeirada" cinco estrelas - Ostras e Aranhas (Parte III)

Vocês não sabem, mas eu sou muito esquisita com a comida, especialmente esquisita com ingredientes desconhecidos no meu prato, com fruta fora da sobremesa e com derivados de lacticínios devidamente processados e cozinhados. Posto isto, qualquer perspectiva de ingerir cozinha de autor ou gastronomia fina cuja nomenclatura é, em si, uma arte oculta para mim, deixou as minhas papilas gustativas e todo o restante trato digestivo em estado de alerta máximo. Ora, foi com este estado de espírito e a sensação de acabar a noite numa qualquer ala hospitalar com que parti para a aventura degustativa em que o Mário nos meteu… 

E agora vou passar ao relato da aventura propriamente dita, que é deveras mais interessante do que as considerações anteriores. Em primeiro lugar, e cumpre estabelecer isto muito bem, e eu sei que não parece, mas a minha pessoa, e a pessoa do Mário também, não temos qualquer genética Amorim ou Balsemão, por isso, nada mais desconfortável do que movimentarmo-nos no lobby do hotel, andar perdidos à procura do restaurante e ainda ter que “fazer sala” no bar enquanto serviram as entradas. Mas adiante que o vem a seguir é melhor. Depois de servidas as entradas, que eram mais propriamente “colheradas” de coisas pequeninas cuja identificação não me foi, de todo, possível, avançámos sem medos para o restaurante L’Olive, obviamente o nome era francês, o chefe era francês e, aposto, a comida era capaz de saber falar francês também. 

Restaurante L'Olive ... reparem na oliveira no meio da sala.

Chamaram-nos pelo nome, como na escola, e escoltaram-nos até à mesa, com as devidas mesuras e instalaram-nos mesmo no meio da sala! No meio, para toda a nossa vergonha fosse melhor apreciada pelos restantes participantes do festim… Instruções que é bom, foi mentira, e a partir dali o orientador da sala (vai passar a ser o título dele, à falta de nome melhor) abandonou-nos e foi o “desenrasca-te” mesmo à tuga e mesmo à pobre. Bem, na verdade não foi bem assim, porque recordando as preciosas lições da anfitriã das boas maneiras (e do mau gosto têxtil) Paula Bobone consegui decifrar para que é que serviam os três copos que cada um tinha, mais os três conjuntos de talheres e as “toalhas” que nos forneceram no lugar dos guardanapos. À primeira vista era uma mesa normal e perfeitamente acessível com entradas, outra vez, de pãezinhos e manteiga, como no restaurante da esquina. Depois vieram umas tiras de pão branco com condimentos que receberam o complemento “olha nice, cheira como as pizzas” por parte do Mário e então é que foi preciso ligar o modo MacGyver.

Os 3 Chefs. Foto do Facebook dos Hotéis Pestana

Os chefes, três deles, coisa requintada, vieram à sala apresentar os pratos (lá está, deviam falar uma língua estrangeira…): Ostra com algas, ali da Ria Formosa, Pêra bêbeda do Oeste com codorniz e para finalizar um Cappuccino do Mar. Três coisas extraordinárias que ou nunca tinha comido ou nem sabia do que se tratavam, que bom… A nossa estratégia começou por esperar que as outras pessoas iniciassem o repasto e depois fazer “copy – paste”, o que teria sido mais fácil se a comida cooperasse. 


Para quem nunca viu, isto é uma ostra!
Ora, as ostras são uns animaizinhos que vêm dentro de uma concha e diz que se comem crus, o que é muito bom para os hipocondríacos, e cito, “mas a apanha disto ali na Ria não teve interdita aí até há uns dias?”… Micróbios e toxinas à parte, o bicho vinha com um spork e deveria ser essa a ferramenta a utilizar no seu consumo. Após uma revisão à sala, concluímos que era para comer inteira e de uma vez, fosse como fosse. O Mário picou a sua e disse “acho que isto ainda está vivo…”, eu piquei a minha e disse “isto parece uma borracha”, mas se morrêssemos ali, ao menos morríamos engasgados com uma comida de gente rica, fina e gira. Foram comidas as ostras numa explosão de sabor a água do mar. Quem diria que as ostras explodem quando são trincadas? Os bivalves que eu conheço não se comportam assim, mas adiante porque ainda havia umas tirinhas de verdura no prato e umas coisas que pareciam decoração de aquário. Obviamente, qualquer pessoa da nossa idade, que cresceu a ver os filmes da Disney, se sentiria que nem uma Ariel – e se vocês não se sentirem assim é porque a vossa infância foi triste e vocês não são pessoas fixes – a apreciar os delicados frutos do mar, que eram, mais uma vez, de consistência gelatinosa, pelo menos as algas que eu comi eram assim. O Mário também comeu as ditas Agar-agar e ainda outras que pareciam uns escovilhões e que eu achava que não eram para comer, mas como ainda não teve nenhuma reacção alérgica é porque não deve ser muito grave. 

Foto roubada à descarada de Lidia Carrondo
O segundo prato da noite era mais convencional, do género tinha ar de não estar vivo e de ter sido cozinhado ao ponto recomendado pela ciência médica. Pêra bêbeda em vinho do Porto – eu não sou fã de fruta no comer e o Mário não é fã de álcool em nada, o que é que poderia correr mal?! Neste ponto, o prato veio sem talheres e, portanto, encomendámos a alma à Santa Bobone e usámos os primeiros talheres. Devo dizer que este item do menu não apresentou quaisquer problemas de maior, tirando a meticulosa tarefa de desossar uma perninha de codorniz sem usar as mãos. Talvez se o conjunto da cutelaria apresentada tivesse uma pinça a tarefa tivesse sido mais fácil, mas afinal de contas, como não houve comida a sair disparada pela falta de jeito, é melhor dar o capítulo por concluído com total sucesso. Neste ponto, o jovem casal da classe média-baixa (?) (baixa-alta?) estava perfeitamente enturmado no meio dos ricos e poderia ter feito um extenso documentário de pesquisa sobre os hábitos desses animais raros e em vias de extinção em Portugal… Quem sabe talvez iniciar uma campanha de reprodução de ricos em cativeiro para fazer a repovoação da classe média e salvar o país da crise, assim numa sinergia eclética entre o Álvaro Santos Pereira e a Assunção Cristas, com pastéis de nata e sem ar condicionado, imitando o habitat e alimentação que ocorrem naturalmente em terras lusas. Adiante, que isso é projecto para muitos milhões e o que ‘tá na moda é reservas de protecção da vida bancária selvagem. 

Foto roubada à descarada de Lidia Carrondo
Finalizarei, porque já estou a ocupar o vosso precioso tempo há tempo demais, com o terceiro e último prato do primeiro round. O mais fantástico e surpreendente mestre do disfarce – o Cappuccino do Mar – que parece um café mas não é! As coisas que as pessoas inventam. Ora, este prato, que não era um prato, era uma chávena veio acompanhado de torradinhas, tipo pequeno-almoço e de um flute (olha mais uma coisa francófona) com espumante, o que não é bom para o fígado se for tomado ao pequeno-almoço e, portanto, essa refeição ficou posta de parte logo aqui. Acontece que o Mário não usa bebidas alcoólicas, mas eu uso e então recebi um copo, mas o meu copo, como todos os outros, tinha um brinde “olha tens uma aranha no copo!” – isto é o meu namorado a ser uma simpatia e a promover um ataque de pânico e parvoíce no momento mais inoportuno, é que eu ADORO aranhas, com aqueles olhos arrepiantes e as patas peludas e… oh criaturas maravilhosas… Ok, não era uma aranha, mas se fosse era melhor não reclamar, porque com aranha o espumante é mais caro, é assim a versão rica e fina das moscas na sopa. Era uma flor de anis (go Google it) e era parecida com um bicho feio e preto de facto, mas perfeitamente aceitável por ser do reino dos vegetais e já vir bastante morta e afogada, acho eu. Mas voltando às substâncias sólidas, pãozinho torrado é porreiro, mas cappuccino do mar é melhor, porque, com café ou sem café, não descobri, era um creme de marisco e ninguém diz que não a isso. 

Estou mais inclinada a dizer que não ao modo como mo deram para comer, porque a colher de café e a chávena complicam bastante o acto de comer uma sopa, mas isto sou só eu, que sou pobre e não percebo nada dessas coisas finas… Aliás se querem saber o quanto eu e o Mário percebemos de ser sofisticados, esperem só até chegarmos aos talheres de peixe e à selecção de vinhos para os pratos mais pesados (fica para a próxima que eu agora tenho mais que fazer) - Uma verdadeira epopeia dos sabores e da ignorância sobre o que é para comer e o que é só enfeite!

Ass. Mara

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Quem nasceu para burro nunca chega a cavalo.

Considerando todas as notícias que têm vindo a público sobre a carne de cavalo misturada em carnes que se podiam encontrar em produtos alimentares como lasanhas e afins, quem quer que esteja à frente da página no Facebook do Lidl Portugal, é alguém com um enorme sentido de humor, ou com um péssimo sentido de oportunidade.


De qualquer das formas, admito que me ri.

Ass. Cunha

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Gravatas? Laços? Sim, por favor.


Quem diria que eu iria andar um dia pelas lojas de roupa à procura de gravatas e laços? É verdade, houve uma altura da minha vida em que olhava para gravatas como um símbolo da opressão do "Sistema" sobre os homens. Uma espécie de coleira imposta, porque assim o obrigavam os bons costumes e as ideias pré-concebidas sobre como algumas pessoas se devem apresentar perante as outras.

Admito que hoje encaro-os de outra forma - acessórios. E acessórios que gosto de ter, como podem ver na imagem em cima. Não tenho assim tantas, já que a qualidade paga-se, mas tenho algumas ... mais do que imaginaria há uns anos. Talvez a mudança de mentalidade se deva apenas ao facto de não ter sido (ainda) obrigado a usá-las. Se um dia tiver que o fazer por imposição, talvez volte a mudar de ideias.

Enquanto esse dia não chega, aproveito para deixar a dica:


sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Uma "Caldeirada" cinco estrelas. (Parte II)

Olá uma vez mais caras e caros leitores. Estão a gostar do blogue até agora? Ainda bem! Regressamos então ao relato da experiência que foi a nossa - quando falo em nossa refiro-me a mim e à Mara, co-autora deste blogue - estadia no Hotel Pestana Vila Sol, em Vilamoura. Como já indicámos no post anterior (que podem ler aqui) lá conseguimos ganhar uma das noites no Hotel, assim como o jantar incluído na experiência gastronómica "Cozinha a 6 Mãos". 

Muito embora eu até seja residente no Algarve, estas oportunidades não são de jogar fora, ainda para mais não sendo (pelo menos por enquanto, assim espero) algo que possamos fazer com frequência. Contudo, sejamos honestos sobre um facto: nós não passamos de um jovem casal cujos pais pertenceram em tempos à extinta “classe média” (RIP), pouco habituados a estes luxos. Talvez por isso haja sempre aquele receio de “parecer deslocado” e ser olhado de lado, até porque sabemos que as pessoas que frequentam estes locais são autênticos Cacos Antibes. Mas, como me dizia alguém hoje por causa do post sobre a oferta da Lipton, “uma oferta não é uma esmola" e, por isso, não há que ter vergonha de nada e lá fomos nós para para o Hotel.

Imagem aérea do Hotel

Depois de uma pequena passagem pelo Escritório onde fiz o estágio para ir buscar alguma correspondência (contas para pagar, pois claro) lá seguimos no meu Seat Ibiza velhinho e com algumas amolgadelas para o Pestana Vila Sol. Como qualquer bom resort, também este fica assim para o isolado, não vá algum pobre passar por lá por engano importunando assim o dia-a-dia dos ali hóspedes. Parece exagerado, eu sei ... e na verdade até o é, mas como o destino tem o seu quê de sentido de humor quis que, logo à chegada, tivéssemos o nosso "reality check" e nos cruzássemos com um daqueles carros descapotáveis de luxo que me ultrapassam com frequência na Via do Infante (agora menos vezes, não porque eu ande mais depressa mas porque já não uso a Via do Infante). Mas nem tudo é mau ... enquanto o condutor do bólide ia sozinho no carro eu ao menos levava companhia no meu e sei que o Seat está pago.

Foto de uma lateral do Edifício Principal
Depois de estacionarmos, entrámos então no edifício principal do Hotel para tratar do check in. Correu tudo  como seria de esperar e foi-nos indicado o funcionário do hotel que nos levaria ao nosso quarto. E é aqui que as coisas começam a ficar esquisitas: ver uma pessoa, sensivelmente da minha idade, a carregar-me a mala tendo em conta que eu estou de perfeita saúde é algo que me faz alguma confusão. Menos mal, sabia que era o trabalho dele e não o ataquei como se de um meliante a tentar roubar-me a mala se tratasse.

Seguimos então o também ele jovem que, carregando a mala, nos encaminhou porta fora até à frente do Hotel e, para nossa surpresa, meteu a mala na parte detrás de um carrinho de golfe e convidou-nos a subir. "Oh Diabo, será o hotel tão grande que temos que andar de carrinho de golfe? E depois quando for para vir jantar como é que fazemos? Mandamos vir o carrinho buscar-nos?" - foram algumas das questões que me passaram no momento pela cabeça. Aproveitando o percurso para nos dar algumas indicações, o jovem que nos conduzia perguntou-nos se tínhamos deixado o carro no parque de estacionamento exterior. Tendo dito que sim ele avisou-nos que o poderíamos colocar na garagem do Hotel, que atravessámos com o carrinho de golfe. Ao ver os bólides lá estacionados, cada um deles mais caro que o outro, pensei cá para mim que o meu carro podia apanhar um pouco de chuva sem problema ... isso e só a ideia de riscar um carro daqueles assustava-me de morte.

Pouco depois passámos junto à piscina interior. Embora não tivéssemos a certeza de que a nossa estadia incluía a ida à piscina, arriscámos levar os fatos de banho. Aproveitámos então para perguntar se podíamos usar a piscina, tendo-nos sido dito que sim. Sucesso! Os fatos de banho não foram em vão!


Chegados ao espaço onde estavam os quartos, numa espécie de quartos térreos com acesso a um caminho de um lado e ao jardim do outro, o jovem que nos tinha conduzido ao local levou a mala lá para dentro e retirou-se depois. Ao encerrar a porta fui rápido o suficiente para evitar que desse tempo criar-se aquele momento chato em que eles dão a entender que lhes devíamos dar uma notinha pelo seu trabalho. Se estiveres a ler isto, apesar do meu bom aspecto, ganhei a estadia ai num passatempo, por isso não leves a mal pah.

Depois disto, foi altura de dar uma vista de olhos pelo quarto e apreciar o ambiente ...


E, já agora, por curiosidade, ver o preço das coisas. A água, como podem ver ao lado, era 5€. Ainda bem que passámos primeiro pelo Lidl para ir comprar uma garrafa de água e umas bolachas para o lanche, hum? Mas pronto, faz parte da vida e só bebe quem quer ...

Demos também uma vista de olhos pelo preçário do Mini-Bar. Os preços são, como de costume, inflacionados. Sinto-me sempre tentado a levar coisas de casa, comer as do hotel e substituir pelas coisas que levei. Assim sinto que saio de lá com lucro sobre o hotel , mas depressa me apercebo que não vale a pena o esforço.

Depois de confirmadas as condições do quarto que, não fosse uma teia de aranha no tecto, estaria impecável, fomos dar um pulo à piscina aquecida. E deixem-me dizer-vos: nada diz "luxo" como estar frio, vento e chuva cá fora enquanto nós damos umas braçadas numa piscina aquecida interior e com a vantagem de podermos ver o exterior devido ás paredes de vidro.

Duck Face propositada. Sim, "that's how silly you look".

No entanto, foram também estas paredes de vidro que me permitiram ver que, enquanto eu estava lá dentro a relaxar, lá fora havia quem trabalhasse. Afinal de contas, era uma segunda-feira à tarde e as pessoas (as que têm ainda a sorte de ter um emprego) trabalham. "Ah", o homem de esquerda que tenho de mim começou logo a dar de si - "Devias era estar ali ao lado do povo em vez de aqui dentro, junto desta malta do capital!". Afinal de contas, eu próprio tenho raízes proletárias e senti-me, por uns momentos, um traidor da classe. 

Mas depois o Jacuzzi ficou vazio, fui lá para dentro e os remorsos passaram. 

Ainda ficámos mais um bom bocado na piscina, tendo regressado ao quarto apenas a tempo de um banho para tirar o que quer que utilizassem para manter a água das piscinas em condições. Depois estava na hora de jantar. Mas o relato desse emocionante momento, deixarei a cargo da Mara.

EDIT: A Mara, que pelos vistos percebe mais de carros que eu, identificou o carro. É este.
Ass. Cunha

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

A Cavalo dado não se olha o dente?

Era dia 6 de Fevereiro e estava pelo Facebook. Vejo surgir no meu feed um post da marca de chás Lipton. "Rezava assim":


Como tenho vindo a tornar-me cada vez mais apreciador desta bebida, a ideia de ganhar uma caixa de chá gourmet deixou-me intrigado e tentei a minha sorte. Tive sucesso e fui um dos vencedores, tendo enviado posteriormente os meus dados para a marca, de modo a poder receber o meu prémio.

Curioso com o que seria ao certo isto da caixa de chá gourmet, decidi fazer uma rápida pesquisa no Google. Este resultado chamou-me a atenção:


No artigo ilustrado pela foto podemos ler no título "Lipton lança caixa de chá gourmet", pelo que fiquei pacientemente à espera de receber o meu prémio, que pensei eu, seria igual ao da imagem.

E o prémio chegou, finalmente, hoje! Assim que a recebi, abri a caixa onde vinha (ainda era grandinha e até foi entregue por um serviço especial de entregas) e deparo-me com isto:


É basicamente uma baixa metálica, cor de rosa, da Lipton ... e nem chás trazia lá dentro. Por falar em desilusões, hum? Agora estou indeciso entre deixar passar, já que o que vem à rede é peixe, ou queixar-me à Lipton! Afinal de contas, há que salvaguardar as expectativas das pessoas pá!

Ass: Cunha

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Magnum - First Kiss e Lovers Kiss


Apesar de ser Fevereiro, o passado dia 13 foi particularmente quente ... pelo menos para os que estavam no solarengo Algarve. Depois de uma conturbada viagem em que certas pessoas se queixaram que outras pessoas estavam a ir demasiado depressa numa estrada com curvas, lá chegámos a Olhão onde tínhamos combinado encontrar-nos com a Carla. Foi ai que, num qualquer café cuja a única referência que tenho para vos indicar é o facto de estar junto a um centro de ajuda espiritual da IURD, a Mara e eu vimos que já estavam disponíveis os gelados da colecção Verão 2013.

Chamaram-nos imediatamente à atenção os novos gelados Magnum - "5 Kisses", uma edição limitada lançada por ocasião do Dia dos Namorados - que além de um nome bastante sugestivo, apresentavam-se ainda com dois sabores apelativos: um, o nº 1, era um gelado de Crème Brûlée, enquanto o outro, o nº 2, era de Meringue et fruits rouges. Apesar de por norma a minha experiência de degustação de alimentos com nomes franceses ficar-se pelos "croissants", baguettes" e "Omelettes du fromage" decidi arriscar e atirar-me ao gelado nº 2, enquanto a Mara, pouco fã dos frutos vermelhos, ficou-se pelo nº 1.

Ora, depois de vermos as caixas, com o seu estilo tão retro/vintage, achámos que seria interessante fazer uma "análise" dos gelados para o nosso recém-criado blogue. Contudo, porque somos novos nisto, limitámos-nos a comer o gelado sem grandes preocupações e agora não nos lembramos bem o que dizer sobre eles. Há, no entanto, alguns elementos que posso desde já destacar: fiquei fã da apresentação dos gelados - vêm numas caixinhas bastante retro e o facto de haverem 5 ao todo faz-me querer comer os outros 3 (que, parece-me, ainda não estão disponíveis).  Em relação ao sabor, pessoalmente gostei do meu ... leve e com uma boa combinação entre os frutos vermelhos e os pedaços de merengue.


De resto, faço uma espécie de resumo, utilizando a fórmula que aprendi nos tempos do Fórum do Hardcore que frequentava:

+ Sabor (embora não ultrapassem na nossa opinião o Double Caramel, são ainda assim bons gelados)
++ A apresentação (as caixas que podem ver na foto ali em cima faz lembrar as caixas da pasta dentífrica Couto).
+ A forma de serem vendidos como "edições limitadas" que chamam logo a atenção dos coleccionadores, como moi même (esta coisa do francês mete-se dentro de nós).

- O preço (está certo que são uma edição limitada e tal, mas em tempos de crise, custa um pouco dar tanto dinheiro por um gelado. Come-se apenas um de cada versão, só para se dizer que é coleccionador, porque de resto acho que me vou ficar pelos Milks que são só 70 cêntimos).

Explicação, para os Relvas que nos visitam: os símbolos (+) representam aspectos positivos enquanto os (-) representam aspectos negativos. Genial, hum?

Ass. Cunha

Uma "Caldeirada" cinco estrelas.


Haverá coisa que um casal jovem, sem dinheiro, ainda a viver na casa dos pais (com a agravante que os pais de cada um vivem a quilómetros de distância entre si) queiram mais do que a possibilidade de passar uma noite romântica a dois num ambiente mais privado? Bem, talvez até haja, mas para efeitos deste post tais desejos não são para aqui chamados. Damos então como certa a ideia de que o que o casal jovem mais deseja é, de facto, uma noite a dois, longe de casa.


Pois foi mesmo a pensar nisso que, num gesto nada habitual em mim, decidi arriscar e participar no passatempo promovido pela página no Facebook dos Hotéis Pestana onde era convidado a sugerir uma receita que cativasse os 5 sentidos e que teria depois que passar por duas provas: 1) ser partilhada pelo menos 50 vezes no Facebook e 2) passar pelo crivo de um júri composto pelos chefs que iriam participar no evento "Cozinha a 6 Mãos" (foi um evento gastronómico, não vão vocês ficar a pensar coisas). O prémio? Uma noite para duas pessoas no Hotel Pestana Vila Sol (5 Estrelas) e o jantar do dia 11 no evento já referido, no restaurante L'Olive.

Ora, a verdade é que nunca fui muito fã de passatempos que impliquem partilhas e chatear amigos, mas admito que quando o prémio me cativa e vejo que tenho possibilidades de ganhar até tento. Foi o caso e lá submeti a minha receita de Caldeirada a apenas dia e meio do fim do passatempo. Comecei então uma campanha com o objectivo de conseguir partilhas (quando a boa vontade dos amigos e conhecidos não chegava, tive que prometer uma foto minha no hotel, em poses sensuais ..), tendo alcançado o objectivo. No entanto, de três prémios que haviam para dar, haviam 5 participantes pelo que, admito, tentei não criar grandes expectativas.

Foi por isso com alguma surpresa que recebi no dia seguinte ao final do passatempo uma chamada da Mara, minha namorada e companheira nas andanças deste blogue, avisando-me que havíamos ganho o terceiro prémio (e acreditem-me, foi uma boa notícia, já que a única diferença entre os 1º,2º e 3º prémios eram as noites da estadia e a ementa do jantar no tal evento "Cozinha a 6 Mãos").


Com a reserva feita foi apenas uma questão de esperar pela oportunidade para experimentar então um pouco o estilo de vida dos famosos e ricos.

Mas isso, fica para outros post ...

Ass. Cunha

domingo, 17 de fevereiro de 2013