sábado, 7 de dezembro de 2013

Desafio Fotográfico dos 30 dias

Decidi, já que tenho a mania que até tiro umas fotografias giras, aderir à moda dos "desafios" fotográficos. Para começar aproveitei o desafio que encontrei numa página do Facebook onde nos é dado um tema por dia, durante 30 dias.

Neste momento estou no sétimo dia e tenho estado a gostar do resultado. Com temas mais ou menos "esotéricos", o desafio tem estado a proporcionar-me a oportunidade de olhar, perto de casa, por motivos fotográficos dignos de registo e de partilha. Apesar da curta distância temporal não posso dizer que tenha gostado de todas as fotografias partilhadas, mas, como em tudo na vida, há sempre dias menos inspirados.

Se quiserem acompanhar o desafio basta juntarem-se à página do projecto xCUNHAx Fotografia no Facebook ou irem directamente a este link que dá acesso ao álbum com as fotografias do desafio.

Espero que gostem e fico à espera dos vossos comentários.

sábado, 21 de setembro de 2013

Faro recebeu a segunda edição do “Manga & Comic Event do Algarve”

Foto de Mário R. Cunha
Nos dias 24 e 25 de Agosto, Faro recebeu pela segunda vez, o evento de banda desenhada mais aguardado do Algarve. 

O 2.º Manga & Comic Event do Algarve teve lugar no Clube Farense, que emprestou o seu edifício histórico, na baixa da cidade, para a realização do encontro de “cultura geek”. Apesar do nome, o evento não se cinge às histórias aos quadradinhos, abrangendo também as vertentes de ilustração, desenhos animados (cartoon e anime), cultura pop japonesa e jogos de vídeo e cartas. 

Como não poderia deixar de ser, a animação passou pela reprodução de séries e filmes de animação, karaoke, workshops, tertúlias e várias actuações, culminando com um espectáculo burlesco feito na pele da icónica Betty Boop. Contudo, o momento mais aguardado foi o concurso de Cosplay, onde os concorrentes se vestiram a rigor, imitando as suas personagens favoritas até ao mais ínfimo pormenor. 

O evento, que registou este ano um aumento de participantes, incluindo vários jovens são brasenses que se deslocaram a Faro para o encontro, encontram-se em fase de crescimento e pretende proporcionar à região Algarvia a oportunidade de conhecer e explorar esta vertente cultural.

Mara Beldroegas

“S.B.Aposta” trouxe noite de hip-hop a São Brás de Alportel

Foto de Mário R. Cunha
Na noite de 24 de Agosto o Jardim da Verbena voltou a ser o palco escolhido para uma festa em São Brás de Alportel. A novidade esteve, desta vez, no género de música escolhido para animar os presentes – o Rap. 

O evento baptizado de “S.B.Aposta” e promovido pelo Grupo ZD foi a forma escolhida pelo MC – nome dado na cultura hip-hop para o cantor de rap - Kristóman, actualmente a residir em São Brás de Alportel, para apresentar o seu primeiro trabalho de originais denominado "Charnecos" e que foi desenvolvido em parceria com o produtor RandyOne. Com um estilo inconfundível dentro do género e um talento nato para contagiar plateias, Kristóman foi o nome mais aplaudido da noite e não se fez rogado em prolongar a festa até bem tarde. 

Contudo, a noite não se fez apenas das rimas de Kristóman, mas também de outros rappers convidados, entre os quais se incluíam no cartaz Mascote, o grupo Chukula, Little B & Rafa. As restantes vertentes do Hip Hop não foram esquecidas e houve ainda tempo para a dança de Rusty Kali e o DJ set de “UPK Sound System”. 

 Mário R. Cunha

Ray SummerTxilo 2013 animou fim-de-semana em São Brás de Alportel

Foto de Mário R. Cunha
Não é novidade que o Verão é a altura do ano escolhida por diversos promotores para trazer ao Algarve festas em ambiente “outdoor”. E mesmo São Brás de Alportel não escapa à tendência, como bem se viu na Fonte Férrea no fim-de-semana de 16 e 17 de Agosto, com o evento “Ray SummerTxilo 2013”.

Organizada pelo Grupo Zé Dias, a festa contou não apenas com a música electrónica que costuma caracterizar este género de eventos, mas também com o pop/rock com um trago a música tradicional portuguesa dos Virgem Suta, que actuaram no dia 16, e o rock dos algarvios Melomenoritmica, a quem coube a tarefa de iniciar a festa no dia 17. Apesar de ambas as bandas terem sido capazes de animar os muitos são-brasenses e visitantes de outras localidades que se deslocaram ao local, a verdade é que foram os DJs quem levou o público ao rubro. O nome mais sonante a estar presente no evento foi o DJ Diego Miranda que deixou todos os que se encontravam na pista improvisada na Fonte Férrea a dançar. Estiveram ainda presentes o Dj Di Paul e Dj Jiggy.

Além da música e da animação que marcaram as duas noites, houve ainda uma vertente solidária no evento, já que por cada entrada comprada a organização doou 1 Kg de bens alimentares a diversas associações do município.

Mário R. Cunha



terça-feira, 27 de agosto de 2013

Volta a Portugal em Bicicleta … a dois.

Iolanda e Fábio, com o seu meio de transporte
"Numa altura em que muitos jovens prepararam ou já iniciaram as suas habituais romarias aos grandes festivais de Verão que acontecem um pouco por todo o país nestes meses mais quentes, um jovem casal decidiu fazer algo diferente – uma volta a Portugal numa bicicleta para dois. Mais do que um fim em si, esta viagem pretende também ser para Fábio e Iolanda, ele de Lisboa e ela de Setúbal, uma oportunidade de aprendizagem. Para isso têm contribuído os vários projectos de quintas biológicas por onde têm passado e onde, a troco do seu trabalho, têm direito a estadia e refeições, já para não falar à oportunidade de aprendizagem de técnicas ligadas à agricultura e outras “artes” do campo. Alia-se assim uma viagem num meio de transporte sustentável, com a passagem por vários projectos que são, também, simbólicos de um estilo de vida também ele sustentável. 

Esta viagem que se iniciou por meados de Julho, com partida de Tróia, e que os levará de volta a Lisboa, mas não sem antes contornar toda a fronteira do país, também passou por São Brás de Alportel, onde pernoitaram no dia 31 de Julho. 

Na manhã do dia 1 de Agosto, antes da partida para a Mina de São Domingos, Mértola, o jovem casal revelou-nos que este desafio irá durar até finais de Setembro, havendo dias onde esperam pedalar bem mais de 100 quilómetros. Apesar da preparação de Fábio, que todos os dias utiliza a bicicleta como meio de transporte na cidade de Lisboa, para Iolanda esta é uma aventura sem precedentes. Contudo, o facto de ser uma bicicleta para dois tem contribuído para uma viagem tranquila e sem grandes sobressaltos, sendo até, de acordo com os próprios, melhor “recebida” por quem com ela se cruza na estrada."

Mário R. Cunha

in "Notícias de São Brás", Agosto 2013

terça-feira, 21 de maio de 2013

Do empreendedorismo juvenil, jovem e jovem adulto

DISCLAIMER: 
Eu, Mara Bel., não tenho nada contra o jovem de nome Martim e até acho que se ele é feliz e faz dinheiro, só deve é continuar. Este post é especificamente dirigido às pessoas que defendem posições económicas obstusas e nem sempre sabem do que falam, calhou ser a propósito do infeliz episódio onde o rapaz se viu metido (a saber ainda de quem é a culpa).
Isso e porque me apetece embirrar com cenas hoje porque me dói a cabeça.


Chegámos àquela fase da crise, gloriosa fase, em que os exemplos de empenho e lealdade à nação economia portuguesa parecem brotar do solo quais cogumelos selvagens com um cheirinho de chuva. Há uns anos eram as agências imobiliárias, há uns meses eram as lojas de compra de ouro a dinheiro, mais recentemente são os jovens empreendedores.
Parece que, contaram-me, eu ainda não tive o prazer de verificar pessoalmente (mas até é mais giro assim, porque posso supor coisas sem me virem logo dizer que meti coisas na boca do rapaz, ainda por cima um jovem que é menor de idade e com essas coisas não se brinca), foi ontem beatificado mais um piedoso exemplar português para o altar da economia nacional. Diz por aí que o rapaz tem um negócio de roupa, e diz no site dele (que podem ir verificar – têm a minha bênção) que o jovem é não só fundador como designer e CEO, actividades em part-time que alegremente partilha com os normais afazeres académicos da sua idade. Agora, um pouco de maledicência: quer-me parecer a mim que o rapaz é um talentoso e brilhante designer utilizador do Office, mais propriamente do Word, e é também um criativo pensador de markting utilizador básico da língua inglesa. Mas estas duas virtudes são boas, porque vivemos num país onde ser Dr. ou Professor Doutor, ou todos os graus académicos intermédios, é a raiz de todo o mal e a culpa última para o estado da economia, da cultura e quem sabe da saúde em Portugal…
Polémicas à parte, já me disseram que personalidades houve que criaram um celeuma em volta do puto ainda este se levantava para falar e dizer que qualquer coisa sobre os salários mínimos, como eram algo importante estarem estabelecidos por lei ou assim, não fossem os patrões lembrarem-se que sempre era melhor “receber uma refeição como pagamento do que morrer de fome”… Se calhar não foi isto, e se calhar estou a inventar um pouco, mas vocês percebem a ideia…
Sei que este espaço não é bem o espaço de crónica e crítica social e política, e económica e blá blá blá, mas mesmo assim há que pôr os pontos nos “is” (eu, pessoalmente, prefiro bolinhas, mas o Mário acha que é piroso, por isso, pintas será…). Em primeiro lugar, este jovem levou-me a pensar no título do que escrevo, porque claramente se integra no campeonato juvenil da coisa de empreender, é que há malta que já cá anda há muito mais tempo, aparentemente sem resultados dignos de tempo de antena e não é por falta de vontade… Por outro lado, é juvenil porque eu conheço uma resma de lojas que imprimem t-shirts e nem por isso cada empresa que manda fazer brindes vai à televisão dizer que é o pináculo da criação económica. 
Em segundo lugar, ser empreendedor é muito bonito, como bonito é criar o nosso próprio emprego, coisa que qualquer profissional liberal ou empresário em nome individual sabe que é o cabo dos trabalhos e que não é a bater [punho] contra as paredes que a coisa funciona.
A verdade mantém-se como sempre à tona, porque será de madeira, ou de cortiça que está mais na moda (diz que é uma coisa boa de empreender também, cenas de cortiça, a NASA curte), mas sempre flutua e é muito simples, quem não tem o apoio certo (dos paizinhos ou dos padrinhos) por trás não começa porra nenhuma, nem abre negócio nenhum, nem coisa que o valha, muito menos é “empreendedor e tal”… com 16 anos… nesta conjuntura económica…

Sei lá, é uma sensação que eu tenho… Mas o que é que eu sei, eu só tenho um curso superior, em Direito, na menção de ciências jurídico-económicas, o que é que eu percebo de crises e de empreendedorismo? Manias que uma pessoa apanha de falar das cenas sem saber…


Ass: Mara Bel.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Verniz da semana - Elogio à radioactividade

Boa noite,

este é o verniz que passeou comigo esta semana, o que acham? O Mário diz que parece secret ooze e que as minhas unhas vão transformar-se em mutantes ninjas, o que era capaz de ser uma coisa engraçada pelo lado potencialmente lucrativo, mas como ainda não vi nada estranho entretanto é melhor não ter muita esperança...



O que é que vocês opinam? E que nome é que sugerem? (isto é uma medida de estudo de mercado para quando eu criar a minha linha de vernizes já ter os nomes todos prontos...)


Ass: Mara Bel.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Mário Cunha e as Compradoras da Peça de Roupa Perdida



Se achavam que as aventuras vividas pelo heróico professor Indiana Jones no filme "Indiana Jones e os caçadores da Arca Perdida" eram algo de extenuante, esperem só até irem num domingo à tarde a um centro comercial em Portimão. E porque, tal como as grutas e templos onde o Professor se metia tinham zonas mais difíceis de ultrapassar que outras, experimentem ir, por exemplo, a uma Primark.

E a Primark é mesmo a melhor loja pare se utilizar em analogias com templos de religiões antigas, já que tanto uma como os outros foram "feitos" à custa de trabalho escravo e provavelmente muitas mortes por falta de condições de trabalho.

Mas avancemos...  

A verdade é que até me dava jeito ir às compras, já que precisava de alguma roupa - quem diria que as minhas jeans e shirts de bandas hardcore não seriam roupa adequada para o trabalho? Contudo, se as minhas compras ficaram despachadas num quarto de hora - a contar já com a ida à casa de banho porque a viagem até Portimão é grande e com o calor bebe-se muita água pelo caminho - o pior viria a seguir: as compras da Mara, da minha irmã e da minha mãe!

Porque se há característica em que se nota a total diferença entre os sexos, estou convicto de que as idas às compras é uma delas. Aliás, mais do que uma questão de sexo, eu diria que isto é mesmo uma questão se sexo feminino apenas nas humanas, já que até as pequenas roedoras - e reparem que tentei a todo o custo evitar a expressão "ratas" - quando colocadas num labirinto vão directas à saída sem antes terem de passar por todos os cantos.

E vocês dizem "Mas Mário, os labirintos não têm roupa à venda. As mulheres também o iam despachar num instante." Não, não iam ... mesmo que não houvesse roupa elas iam andar pelo labirinto a criticar a decoração do espaço ou assim.

Mas pronto, depois de ter dado como concluídas as minhas compras acompanhei a Mara pela loja a dar opiniões que me eram solicitadas sobre coisas que não entendo lá muito bem na verdade. Mas e se a minha irmã demorava mas ainda ia "enchendo" o cesto, já a Mara tem aquele grande defeito que é gostar de tudo, mas nunca levar nada. E sim, a crise afecta-nos, é claro ... mas o caso da Mara não é só crise, é azar mesmo ... ela até gosta das coisas, mas nunca há o tamanho dela na cor que ela gosta, ou a cor que ela gostaria no tamanho que ela usa.

Não se perdeu tudo: trouxe um conjunto de elásticos para o cabelo!

Ass: Mário

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Verniz da semana - Diz que estou na moda...

Bom dia,


Como parece que agora o que está na moda é bloggar sobre cenas da beleza e cuidados com o corpo, e como eu sou uma pessoa que acha que é fashionista e tal, apesar de não ter dinheiro para essas andanças, decidi que podia começar aqui uma rubrica de designe de unhas (porque sou muito muito muito artista...).

Não vos vou maçar com mais prosa, fica só a nota a agradecer à irmã do Mário, por me emprestar os vernizes para eu poder ter estas pretensões de andar na moda.








Então e que tal? Sou ou não sou bué de artsy?

Aceito sugestões para chamar a esta conjugação de cores e brilhantes, por isso não se acanhem e partilhem as vossas ideias comigo, que na próxima edição do "verniz da semana" eu vou anunciar o nome escolhido entre as sugestões! 

Não, não há prémios para os participantes, isso terá que ser discutido mais tarde e vai depender do meu bom humor e do sucesso desta iniciativa.


Ass: Mara Bel.

sábado, 27 de abril de 2013

À terceira é de vez!

Boa tarde de Sábado! 

Aposto que já tinham saudades minhas e tal. Hoje aproveito que vou ter que ficar de castigo em casa porque uma certa pessoa não fez o "trabalho de casa" e vai ter que ficar a fazê-lo para hoje à noite... Isso e como eu e o Mário somos umas pessoas muito fixes e super empreendedoras temos que ir para o escritório agora à tarde fazer cenas jurídicas. 

Como diz o título, "à terceira é de vez", e não não são coisas marotas, porque nesse departamento as coisas costumam funcionar logo bem à primeira ... É que como agora nós somos muito saudáveis e fazemos actividades outdoor também nos inscrevemos no Geocaching para tornar os passeios mais divertidos ou confusos, conforme correrem as coisas.

Na verdade, já há uns dias tentámos dar com a nossa primeira cache sem sucesso, porque fomos feitos heróis tentar descobri-la em modo Maria Duval, que é como quem diz o "modo expert, com mania que é esperto, e que acha que consegue adivinhar as coordenadas como os pássaros migratórios"... Como está bom de ver, por acaso não se via muito bem porque foi de noite, a busca não deu em nada e voltámos para casa a tempo de pôr as nerdices em dia.

À segunda tentativa lá começámos a compor as coisas. O Mário instalou uma mariquice no meu telemóvel, assim fancy com bússola e mapas e montes de coisas giras para usar o GPS que já vinha instalado de origem. Um pequeno à parte: o meu telemóvel tem GPS - porquê? Aparentemente é uma ferramenta indispensável para fazer telefonemas no século XXI... Adiante. Desta vez levámos instruções! Can you believe it? E não é que funcionou? 4 contas depois de termos andado à caça de números pelo caminho conseguimos as coordenadas! Vitória, vitória, acabou-se a história - Não, nem por isso... Depois era preciso saber usar as coordenadas manualmente, o que demorou cerca de uma hora a conseguir e quando a coisa pegou já estávamos demasiado cansados para sentir qualquer tipo de alegria. Seguimos o caminho de volta para casa - sim, afinal a malvada estava mesmo ao virar das esquina de casa... Só que, como também era de noite, quando passámos pelo local e vimos que metia ir pelo meio do mato à Rambo, metemos a marcha-a-trás e fomos tratar a frustração para casa, com mais nerdices.

Agora a terceira tentativa e de antemão estabelecida a última hipótese antes de mandarmos o Geocaching às favas: de manhã, logo depois do último falhanço lá se insistiu nas coordenadas e, de repente, como se tudo tivesse ficado óbvio e fácil da noite para o dia (o que de facto aconteceu...), lá estava ela no seu esconderijo, mesmo debaixo dos nossos narizes e ao lado de casa. 
Moral da história: à terceira é de vez, ou para a próxima a ver se pensam nas cenas antes de irem caçar gambozinos às 9 da noite...



Nós e a Cache

Ass: Mara Bel.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

WARNING - Noite de Comédia - 27 de Abril - Vintage Lounge Bar (São Brás)


É já amanhã que vou voltar a experimentar subir ao palco ... ou melhor dizendo ... nem por isso já que não há propriamente um palco. Mas vou definitivamente voltar a experimentar a maravilha que é ser o centro das atenções ... isto é, se alguém ligar alguma coisa ao que vou dizer. Mas pronto, questões e dúvidas à parte uma coisa é certa, amanhã, depois das 22 horas, vou estar a actuar no Vintage Lounge Bar em São Brás de Alportel a apresentar um pequeno número de Stand Up Comedy.

Se têm padrões baixos para comédia ou riem-se com demasiada facilidade, por favor, apareçam. Caso contrário, podem ficar em casa ... para estarem de cara séria a olhar para mim com ar de quem faço asneira já basta a Mara enquanto lhe explico porque é que tenho tantas action figures de Star Wars em cima da cabeceira da cama.

Ass. Mário

domingo, 21 de abril de 2013

À Descoberta dos Trilhos da Serra

Além de intelectuais - ainda ontem estivemos no lançamento do livro «O luar de Sha'ban», de autoria do Dr. Renato Santos - e boémios - à noite o nosso bom amigo Ricardo Belela deu-nos a conhecer um espaço bem agradável em Albufeira - eu e a Mara somos também um casal dinâmico, cheio de energia e sedento de aventuras outdoor. Contudo, como nem sempre a disponibilidade financeira acompanha a disponibilidade física e mental, as nossas aventuras outdoor tiveram que ficar-se pelo "quintal". Quintal salvo seja, já que embora até tenha logo ali ao lado bastante "mato", fomos um pouco mais longe para a Fonte Férrea - local que quem conhece São Brás de Alportel, obrigatoriamente conhecerá - seguir os trilhos daquela zona.

Embora admita que sou uma pessoa preguiçosa - sim, eu sou o género de pessoa que se de noite começar a ouvir tocar o alarme do carro pensa "Rouba, mas rouba depressa e cala a porcaria do alarme!" - de vez em quando dou por mim a pensar que isto de ficar as tardes de Domingo em frente ao pc a ver séries ou da televisão a ver os filmes da SIC não é bem o que quero para a minha vida. Por isso, aproveitei agora que tenho companhia para começar a ir dar uns passeios pela natureza e explorar os trilhos da serra que todos os dias serve de moldura à vista que tenho da minha varanda.

Porque estas coisas fazem-se por etapas, hoje fizemos um trilho fácil com apenas 6 km (ida e volta incluídos), sempre acompanhados pelo som da água corrente, dos sapos a coaxar e dos pássaros a cantar do cimo das árvores. Para quem conhece a área, saímos da Fonte Férrea e seguimos os trilhos que vão ter à Cova da Muda... depois, infelizmente, restou-nos apenas voltar para trás e repetir o caminho feito, mas ... hey, it's something!


Nota positiva para o facto da faca de mato e lanterna que levei não terem sido necessários... acho que ando a ver programas do Bear Grylls a mais.

Bem, partilhado que está este facto convosco vou agora preparar-me para ver o Big Brother VIP. "Terá ele perdido o juízo?" - pergunta o caro leitor. Não, nada disso. Mas dia 27 de Abril vou ter uma pequena performance de Stand Up Comedy e preciso de escrever material novo!

Ass: Mário

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Gelado de sonhos com recheio de boas memórias gustativas (jantar parte III)


AVISO À NAVEGAÇÃO: 
Por não termos fotos do jantar em si, utilizaremos outras fotos ilustrativas. A legenda das mesmas ficou a cargo do Mário.

Bem sei que já devia ter metido mãos nisto mais cedo, mas a verdade é que as condições meteorológicas em que está envolto o nosso clima têm distendido a minha natural depressão sazonal. A verdade é que a Primavera já chegou, foi até informada que a tinham ido buscar à camioneta às 11 da manhã, ao Equinócio. Contudo, esta estação que agora segue o Inverno mais parece a Inverno-B, com passagem em alguns apeadeiros de sol (eu comecei a escrever isto ainda estava tempo de dilúvio, hoje já termino com sol e manga curta…) 

Agora retomando trabalhos, até porque se avizinham no horizonte outras hercúleas tarefas migratórias, creio termos parado depois das entradas e do cremezinho de camarão (sim, porque quando alguma coisa é boa ou importante em Portugal é costumeiro usar o diminutivo). Então que já temos a digestão feita da primeiras partes desta aventura gastronómica e porque já tinham montes, resmas e paletes de saudades minhas, decidi acabar a história de vez. 

Nesta parte, não há aranhas nem ostras, mas há outras coisas inanimadas com qualidades humanas. Quem me conhece bem, o que não é certamente o caso da maioria das pessoas que vão ler isto, sabe que eu não gosto de fruta na comida (aliás acho que já disse isto e que me ‘tou a repetir, o que é uma coisa que acontece muito a quem não tem uma vida interessante para relatar, por isso, é melhor habituarem-se já), porque é doce, terrivelmente doce quando comparada com o resto do conteúdo do prato. Isto é uma informação relevante porquê perguntam vocês, porque os dois pratos principais tinham fruta lá dentro… Mas adiante, à pausa entre pratos lá voltaram à sala os 3 chefs de serviço, curiosamente limpos para quem estava a cozinhar vestido de branco, e apresentaram o que se seguia: Pêra Bêbeda do Oeste com Codorniz, Robalo com Prosciutto e molho de Sálvia e Folião de carnes (tipo aquela coisa do rodízio brasileiro, mas com um nome mais elaborado. Ora, para nos situarmos ainda melhor, fizeram questão de elucidar os degustadores (nós, os que estávamos a comer) que as pêras vinham da região do Oeste (Torres Vedras e vizinhos, aquela zona onde falta sempre a luz e andam estufas a voar sempre que faz um pouco de mau tempo) e que os robalos tinham sido pescados à linha na zona de Peniche. Infelizmente não denunciaram a proveniência da sálvia, que por momentos acreditei que pudesse ter ascendência divina, mas como agora até já querem proibir essas lojas dos cogumelos é que nunca vou saber a diferença entre umas e outras… 

Esta codorniz anda agora, algures pelo campo, sem uma perna e sem um peito.
Espero que tenha acesso a um serviço de saúde melhor que a grande maioria dos portugueses!

Agora devem estar a pensar como é coisa fina isto de comer codorniz, até porque é um bicho minúsculo e dá imenso trabalho a depenar. É fino, sim. Mais fina ainda quando o único alimento que recebemos relaccionado com a dita avezinha é a perninha e um peitinho, tudo em diminutivo, como manda a regra. Devo desde já esclarecer que as codornizes são complicadas de comer já de si, agora imaginem como comer apenas 20% do animal e ainda desossá-lo com talheres, tudo isto enquanto se tenta manter o ar mais “like a lady” possível. Felizmente não houve comida a voar para fora do prato, mas podia ter havido, foi uma questão de sorte…

Este devia ser, mais ou menos, o aspecto da coisa que se descreve a seguir
antes de ter sido cozinhado. Só falta o Prosciutto

Seguidamente, o prato de peixe, com talheres de aspecto alienígena e com ar apropriado para crianças inquietas não conseguirem cortar os pulsos ou arrancar olhos com eles. Obviamente que ninguém, na sua vida normal, come com facas que não cortam e que mais parecem uma espátula para servir fatias de bolo, por isso, mais uma oração à Santa Bobone e avançámos sem medos. Sem medos como quem diz, porque com o peixe vinha um molho verde com ar de espuma, que devia ser a sálvia, e que tinha um ar meio alucinogénio, ou talvez isso tenha sido apenas a minha sensação, porque fiquei a pensar nas smartshops e em outras coisas que fazem as pessoas rir (dizem, porque eu não sei, mas confio em quem me disse). 

O último prato era tipo isto ... mas na versão de rico.
Que é como quem diz: trazia muito menos comida e custava muito mais dinheiro!

Para terminar, por assim só a falar de comer uma pessoa fica enfartada, veio um prato chamado Folião de carnes, que era como já disse, uma coisa à chimarrão com nome da Linha… Não me interpretem mal, até porque eu gosto bastante de carne grelhada, é só que uma pessoa fica confusa com estes títulos gastronómicos que dão às coisas. Aqui tudo correu bem, até porque não havia grandes surpresas sobre o conteúdo da cerâmica de jantar. Para terminar-terminar, depois de um jantar que durou 3 horas a ser comido, não que houvesse muito para comer, mas porque fizeram imensas pausas pelo meio, veio a sobremesa! Ah pois, esta era a parte que todos queriam saber, seus gulosos! Então eu conto: depois de mais uma introdução lírica sobre a inspiração que levou à confecção dos doces, fomos brindados com gelado de ginjinha (porque todo o álcool do jantar não bastava, foi preciso ainda mais uma referência licorítica – se bem que acho que se estavam a referir ao fruto vermelho e não à bebida, porque todas as ginjas que eu conheço são bagas relativamente pequenas e pode ter sido só um nome carinhoso…) e um quindim com uma bolachinha. Ora, uma pessoa nunca diz que não a um docinho (este é o texto dos diminutivos está visto) ainda mais quando esse docinho gelado sabe a infância! Agora só os fortes vão compreender o meu maravilhamento quando provei aquela bola, era como comer uma nuvem enrolada num pedaço de sonho e cheiro a livros da escola: o gelado sabia a vampirinhos! Roam-se de inveja, porque foi eu que tive a honra e o privilégio de o comer e vou ficar com esta memória linda para sempre! 

Mas não é tudo, assim como acontece naquelas programas que dão conjuntos de prémios às pessoas, ainda faltava a última montra! 

Para terminar-terminar-terminar ainda faltava o digestivo, estoicamente ignorado pelo Mário, o que na minha opinião foi um desperdício, já que nos ofereceram um cálice de vinho do porto, de reserva, friso, de reserva; Uma coisa mesmo à séria que os pobres como eu não consumem e que tem um sabor distinto de todos os outros vinhos do porto que já bebi, ou se calhar isso também foi impressão minha, mas só posso confirmar se tiver acesso a mais garrafas vintage, o que não acontecerá tão depressa e até lá esqueço-me… Também não podia deixar de estar presente a portuguesa bica e outra coisa que me deixou particularmente feliz: trufas de chocolate brigadeiro! Rematadas com grande satisfação foram os pontos finais desta aventura gastronómica pelo paladar dos ricos e famosos, made in Vilamoura!

Ass: Mara


PS: A demora na redacção e publicação do texto são visíveis em dois pontos: quando a Mara fala do mau tempo que foi entretanto substituído pelo seu arqui-inimigo. Passámos, basicamente, de um estado do tempo em que não podíamos andar na rua por um estado do tempo em que ... não podemos andar na rua - mudam apenas as causas! Além disso, repetiu-se a referência à Codorniz. Mas como tem piada, deixei ficar.

Ass: Mário

domingo, 14 de abril de 2013

Cenas mágicas e tal…

Como o Mário não sabe o que fez ao post que devia ter sido colocado no lugar deste, vou ter que vos chatear com mais uma das minhas considerações profundas sobre cenas e coisas que se passam no fantástico mundo das séries. 

Mais uma vez, como somos um casal super híper mega ri-fixe não podíamos perder o regresso da série de investigação “Bones”, já na 8.ª temporada a provar que andar a escarafunchar nos mortos nunca passa de moda, diz que até há umas pinturas velhas sobre isso e tudo...

 The old anatomy lesson and stuffz

Adiante, porque não é sobre as maravilhas da medicina forense e afins que pretendo filosofar hoje, mas antes sobre os fantásticos objectos e tecnologias de ponta que povoam o dia-a-dia das séries passadas em tempo contemporâneo. Não me refiro a coisas futuristas, de outras galáxias ou outros tempos que acidentalmente ocorrem na televisão, coisas tão boas como o Espaço 1999. 

Série super realista e futurista sobre pessoas que andam à deriva no espaço montados na Lua

Não. Refiro-me às infames possibilidades “enhance” que vão brotando do chão como cogumelos em tudo que é matéria de investigação criminal. Quando estava a ver a série com que comecei este post, enquanto estava intrigada e perfeitamente presa ao enredo que já não seguia há 3 ou 4 temporadas (sim, o meu serviço de televisão por cabo existia, eu é que não o usava assim muito…), deparei-me com o mais extraordinários ecrãs de computador, coisa que nem nunca teria sequer ocorrido ao Spock! Havia suspensas no ar (aparentemente flutuando…) umas placas de vidro transparente onde surgiam vários ecrãs ou janelas de programas informáticos, com um ar matrixiano, e foi nestas placas mágicas, onde tudo se passou telepaticamente, que mais um crime terrível foi desvendado. 

 Posto isto, começo por pensar se estas placas de acrílico super evoluído serão reais, depois interrogo-me porque motivo é que não existem em todas as instalações das polícias de investigação espalhadas pelo mundo (pelo menos nos países do 1.º mundo…). É que estes ecrãs futuristas poderiam, por exemplo, descobrir, num código de números em cascata, onde é que está a Maddie, sei lá, tipo, e isso era uma coisa que ajudava ao turismo no Algarve agora que o Verão se aproxima.

Ass: Mara Bel.

terça-feira, 9 de abril de 2013

A Man needs no Nipples

Como fantástico casal nerd que somos, e por fantástico quero dizer mesmo ao nível genial, não poderíamos perder o 1.º episódio da mais recente temporada da série Game of Thrones

A propósito, gostava de referir que ver esta série é sempre um risco, pelos motivos óbvios, é que uma pessoa nunca sabe que conteúdo vai aparecer a seguir e quem é que vai entrar na sala nesse momento… Por razões aparentemente mágicas, alguém, nomeadamente a figura maternal, terá a tendência para entrar no preciso momento em que corre aquela cena catalogada com a infame bolinha vermelha, e com isto não me refiro a conteúdos violentos, perfeitamente espectáveis numa série de fantasia e guerra… A verdade é que a qualquer momento, no momento mais inesperado e inoportuno, les wild boobs appear, sempre… Les wild boobs, les wild willys, le wild sex no geral, aparecerá de surpresa e sem aviso, por isso, todos os episódios deveriam vir acompanhados de um disclaimer a exigir a verificação de todas as portas e janelas, de modo a evitar situações constrangedoras e inconvenientes...

Les wild boobs just appeared... Yet again.


Ass: Mara Bel.

sexta-feira, 15 de março de 2013

A Redenção da Lipton.


Lembram-se do post com o título "A Cavalo dado não se olha o dente" onde partilhava a minha consternação sobre o facto de me ter sentido um pouco enganado com um prémio que me tinha sido enviado pela Lipton? Pois, provavelmente não, mas por isso é que deixei o link ali em cima para poderem lá ter ir e não ter que repetir a história. Por isso, se não se lembram, vão lá agora. Caso contrário, ignorem esta parte e avancem com o texto.

Então, já estão a par da história? Pois é, no fim colocava a questão, que coloquei noutros locais, sobre se deveria ou não queixar-me da situação. E pois bem, decidi "queixar-me"! Enviei um mail, cordial, claro está, à Lipton onde partilhei os meus sentimentos ... tal como fiz aqui no blog. 

A resposta deles demorou uns dias mas chegou finalmente sob a forma de um mail onde me pediam a minha morada ... nada mais. Ora, como quis acreditar que era para me compensar pelo equivoco e não para enviar uma equipa de capangas que me maltratasse por andar a falar deles aqui no blogue, arrisquei e enviei-lhes os dados.

Hoje, recebi uma encomenda enviada pelo Lipton que abri na expectativa de ver o que me tinham enviado. Decidi partilhar aqui convosco:




Fica assim a sugestão para quem se encontre na mesma situação: lá porque é oferecido, não tem que ser visto como uma esmola. Um bem-haja também à Lipton por ter resolvido o assunto de forma tão graciosa. E agora, upa, que já está quase na hora do chá ... o complicado vai ser só escolher por onde começar.


Ass. Cunha

domingo, 10 de março de 2013

"Não mata ...

... mas mói!"

Todos nós temos aquelas pequenas coisas que nos irritam, que depois de um dia chato quase marcam a diferença entre continuarmos a ser os cidadãos exemplares que somos ou tornar-nos em perigosos psicopatas.

Na foto ao lado, tirada no LIDL de São Brás de Alportel, está um bom exemplo do que acabei de mencionar: o parque de estacionamento está longe de lotado, mas há sempre alguém que insiste em estacionar o carro ali, para ficar mais perto da porta. Certamente não é alguém com dificuldades de mobilidade, já que para isso existem lugares próprios e estão, na maior parte dos dias, vazios.

Só resta uma hipótese: é chico-espertice, esse mal que afecta tantos portugueses mas que, infelizmente para eles, não dá direito a um lugar próprio para estacionar o carro.

Quanto a mim, nem é nada comigo ... consigo circular de qualquer forma e o carro estar ali não é propriamente um obstáculo à concretização da minha felicidade. Mas não sei se é o transtorno obsessivo-compulsivo a dar sinal, se qualquer outra patologia ... só sei que sinto um certo desconforto de cada vez que chego ao LIDL e vejo um carro ali estacionado.

Ass. Cunha

sábado, 9 de março de 2013

Sad "Happy Woman"

Vi hoje, através de uma partilha da Manias de Gold no Facebook (sim, eu sigo estas páginas), a imagem que está aqui ao lado.

Ao que parece a Revista feminina "Happy Woman" vai ter num dos seus números o "Guia para a Traição Perfeita". Nem vou tentar ir pelo argumento que seria mais fácil de que "Ah e tal, se fosse uma revista masculina a fazer isto, caia o Carmo e a Trindade", já que, ainda que verdadeiro, acaba por não focar o verdadeiro problema deste género de publicações.

É verdade que corro o risco de estar a fazer uma avaliação errada do artigo tendo como base apenas um título - na verdade, podemos estar perante um texto irónico ou humorístico que acabe por ser o contrário do que parece.

Mas e se não for? Não pretendendo passar uma imagem de puritanismo, ainda que quem me conhece saiba que até sou bastante antiquado nestas matérias de relacionamentos, quero apenas realçar a importância que o respeito tem em qualquer relação. Porque, para haver uma traição, tem necessariamente que haver uma relação! Não faria, por isso, este post se o Guia fosse para o "one night stand perfeito", por exemplo.

Feito o esclarecimento, tenho pena que haja uma revista, supostamente feita para a mulher moderna que aborde de forma tão ligeira um tema que todos sabemos é tudo menos ligeiro. Bem sei que durante séculos os homens tiveram bastantes dificuldades com esta coisa da monogamia, mas não acho que seja motivo de orgulho. Da mesma forma, não acho que o problema se resolva com o facto das mulheres começarem também a adoptar de forma sistemática os maus comportamentos dos homens.

Pareço-me demasiado com o Marchante a falar (FDL students will know!)? Talvez. Mas uma coisa é certa, sempre aprendi que "dois males não fazem um bem!"

E por isso, shame on you Happy Woman! E espero que as mulheres portuguesas sejam também capazes de te "censurar" da mesma forma, para que te mostrem que elas são melhores que isso.

Ass. Cunha

quinta-feira, 7 de março de 2013

A minha relação com o Humor

Como alguém que gosta de humor e já experimentou fazer Stand Up Comedy, tenho uma regra no que toca a piadas sobre temas sensíveis: não levo a peito, ainda que sobre assuntos que considero especialmente importantes ou sensíveis, o que é dito num contexto de um número humorístico.

E é por isso que não tenho problemas em ficar ofendido com algumas das coisas que o Nilton diz.


Ass. Cunha

segunda-feira, 4 de março de 2013

Carne de Cavalo.


Muito se tem falado da questão da presença de carne de cavalo em alguns produtos que são vendidos como sendo carne de vaca. Ora, há sempre o espertalhão que, quando o assunto surge, diz que "não há mal nenhum em comer carne de cavalo". E este "espertalhão" até está cheio de razão: não há, de facto e em abstracto, mal nenhum em consumir carne de cavalo. Mas pensemos assim:

Imaginem que são homens com dificuldades em conhecer mulheres interessantes. Decidem então recorrer aos serviços de um site de encontros e acabam por combinar algo com uma mulher cuja foto de perfil é esta:



Quando chegam ao local combinado, a pessoa sentada à mesa onde tinham marcado é, contudo, esta:


Ora, são as duas mulheres, vamos assumir que ambas saudáveis, com quem seria possível socializar e estabelecer uma relação (ou o que quer que as vossas mentes badalhocas estejam a imaginar).

Assim, e de acordo com o tal espertalhão, não deveria haver qualquer problema ... mas, e sejamos honestos, ninguém quer combinar um encontro com a Scarlett e acabar com a Camilla, não é?

sábado, 2 de março de 2013

2 de Março


Há quem diga que não vale a pena. Há quem diga que só lá vamos marcar ponto. Há quem diga que se banalizam as manifestações. Há quem diga muita coisa...

Eu digo que a História constrói-se um dia de cada vez.

Até já.

Ass. Cunha

sexta-feira, 1 de março de 2013

Stand Up Comedy aos molhos.



Quem me conhece sabe que sou um entusiasta do género "Stand Up Comedy". É necessário um talento especial para, sozinho, enfrentar-se um público com um número que é, na realidade, um monólogo. E acreditem que sei do que falo já que tive, por duas vezes, oportunidade de fazer Stand Up.


Uma das questões que mais vejo serem levantadas em relação ao Stand Up Comedy e que é, de facto, importante desmistificar prende-se com a confusão que algumas pessoas insistem em fazer entre Stand Up e contar-se anedotas. E não me interpretem mal: contar anedotas é uma tarefa que tem também o seu quê de complicado e, quando bem feito, é também uma arte não acessível a todos. Mas, nem por isso, passa a ser Stand Up Comedy.

Contudo, feito este reparo que considero essencial, não tenciono escrever muito sobre Stand Up, já que não é esse o objectivo do post, mas antes dar uma dica para aqueles que, como eu, são entusiastas mas têm dificuldade em descobrir alguns dos talentos (neste caso internacionais) menos mediáticos. 

A página do programa Conan O'Brien, que regularmente conta com a presença de alguns comediantes a fazer parte do seu número, disponibiliza online esses segmentos que podem ser vistos também em Portugal. 

Para isso basta acederem a este link e darem uma vista de olhos pelos vários vídeos que estão disponíveis.

Em breve talvez aproveite para falar também um pouco sobre a minha visão do Stand Up em Portugal...

Ass. Cunha

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Aventuras Fantásticas - a blast from the past!

Redescobri no ano passado, já nem me recordo ao certo como, a colecção "Aventuras Fantásticas". Para aqueles de vós que largaram há poucos anos as fraldas ou que, por qualquer outro motivo tiveram uma infância que não vos proporcionou a oportunidade de contactar com estes livros, a melhor forma de os descrever é dizendo que são o Star Wars: Knights Of The Old Republic (tinha utilizado o World Of Warcraft como primeiro termo de comparação, mas não penso que seja o mais adequado já que o WOW é um jogo online e colectivo) de uma altura em que os computadores ainda ocupavam T2 inteiros e eram, por isso, bastante inacessíveis.

A minha última adição à colecção,
uma oferta do meu bom amigo Hermano.

Os livros da colecção são, basicamente, RPG (Role Playing Games) em livros, ou, numa descrição mais portuguesa e para quem não domina os conceitos dos videojogos, são livros-jogos. O conceito é explicado na Wikipedia, que aqui citamos:
Uma aventura solo (também conhecida como "livro-jogo") é uma variação do RPG convencional. São aventuras que se pode jogar sozinho, uma alternativa aos jogos de RPG que exige um grupo de pessoas para jogar. (...) Existem diversas vantagens em uma aventura-solo. A mais evidente, é a ausência da necessidade de um grupo para jogar. O fato de já existir uma história pronta em certas circunstâncias também pode ser considerado como um ponto positivo, uma vez que mestres inexperientes poderiam ainda não conseguir criar uma boa história. Existem também desvantagens. O primeiro ponto é a linearidade. Embora você possa fazer múltiplas escolhas durante o jogo, suas opções já estão definidas no livro. Você não pode fazer o que quiser, pode apenas escolher o que fazer dentro das escolhas que o livro oferece. (...) Salvo raras excepções  não costuma existir muita continuidade - uma aventura solo acaba assim que termina o livro, não podendo se transformar em uma campanha como um RPG comum.
A colecção de que vos falo, da autoria de Ian Livingstone e Steve Jackson, foi editada em Portugal pela Editorial Verbo. Foram editados 38 livros, tendo depois a editora descontinuado a colecção.

Admito que não me recordo ao certo da linha temporal em que os livros foram editados, mas recordo-me de ter tido o primeiro contacto com eles através do filho de uma patroa da minha mãe. Não sei já qual era o livro, mas embora criança na altura, achei todo o processo de jogar/ler o livro fascinante, embora, se bem me lembro, nunca o tenho jogado de acordo com as regras, antes assumindo que ganhava todas as batalhas com que me cruzava durante o jogo. Aliás, sejamos honestos, ainda hoje faço alguma batota ...

Apesar de nunca os ter coleccionado na altura, hoje tenho alguns livros que fui adquirindo através de trocas, lojas online, doações como a do Hermano ou "Feiras da Ladra". Apesar da crescente procura por estes livros, a verdade é que grande parte deles não valorizou tendo em conta que foram bastante populares na altura, motivo pelo qual podem ser hoje comprados a preços baixos (alguns dos que comprei novos custaram-me apenas 2€ cada).

A minha muito humilde colecção.

As histórias, embora hajam algumas excepções à regra, têm um certo toque de medieval em si, pegando em alguma da mitologia europeia desses tempos. Não será preciso procurar muito até nos vermos obrigados a lutar contra ogres, trolles ou outros fantásticos seres normalmente associados ás flores europeias. Além de história mais ou menos desenvolvidas que nos levam a vaguear com frequência por terras imaginárias de antigamente, há ainda direito a ilustrações fantásticas que são uma das partes importantes de cada um destes livros e que continuam, como naquela altura, a cativar-me a vista.

O encanto destes livros em pleno 2013 é simples: é retro (que é uma expressão fixe para velho) e tem o seu quê de nerd (adjectivo com que me identifico sem problema). Além disso, para quem não tem tablets ou portáteis realmente portáteis, são uma excelente companhia para as viagens de Inter-Cidades Faro-Pragal.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Uma "Caldeirada" cinco estrelas - Ostras e Aranhas (Parte III)

Vocês não sabem, mas eu sou muito esquisita com a comida, especialmente esquisita com ingredientes desconhecidos no meu prato, com fruta fora da sobremesa e com derivados de lacticínios devidamente processados e cozinhados. Posto isto, qualquer perspectiva de ingerir cozinha de autor ou gastronomia fina cuja nomenclatura é, em si, uma arte oculta para mim, deixou as minhas papilas gustativas e todo o restante trato digestivo em estado de alerta máximo. Ora, foi com este estado de espírito e a sensação de acabar a noite numa qualquer ala hospitalar com que parti para a aventura degustativa em que o Mário nos meteu… 

E agora vou passar ao relato da aventura propriamente dita, que é deveras mais interessante do que as considerações anteriores. Em primeiro lugar, e cumpre estabelecer isto muito bem, e eu sei que não parece, mas a minha pessoa, e a pessoa do Mário também, não temos qualquer genética Amorim ou Balsemão, por isso, nada mais desconfortável do que movimentarmo-nos no lobby do hotel, andar perdidos à procura do restaurante e ainda ter que “fazer sala” no bar enquanto serviram as entradas. Mas adiante que o vem a seguir é melhor. Depois de servidas as entradas, que eram mais propriamente “colheradas” de coisas pequeninas cuja identificação não me foi, de todo, possível, avançámos sem medos para o restaurante L’Olive, obviamente o nome era francês, o chefe era francês e, aposto, a comida era capaz de saber falar francês também. 

Restaurante L'Olive ... reparem na oliveira no meio da sala.

Chamaram-nos pelo nome, como na escola, e escoltaram-nos até à mesa, com as devidas mesuras e instalaram-nos mesmo no meio da sala! No meio, para toda a nossa vergonha fosse melhor apreciada pelos restantes participantes do festim… Instruções que é bom, foi mentira, e a partir dali o orientador da sala (vai passar a ser o título dele, à falta de nome melhor) abandonou-nos e foi o “desenrasca-te” mesmo à tuga e mesmo à pobre. Bem, na verdade não foi bem assim, porque recordando as preciosas lições da anfitriã das boas maneiras (e do mau gosto têxtil) Paula Bobone consegui decifrar para que é que serviam os três copos que cada um tinha, mais os três conjuntos de talheres e as “toalhas” que nos forneceram no lugar dos guardanapos. À primeira vista era uma mesa normal e perfeitamente acessível com entradas, outra vez, de pãezinhos e manteiga, como no restaurante da esquina. Depois vieram umas tiras de pão branco com condimentos que receberam o complemento “olha nice, cheira como as pizzas” por parte do Mário e então é que foi preciso ligar o modo MacGyver.

Os 3 Chefs. Foto do Facebook dos Hotéis Pestana

Os chefes, três deles, coisa requintada, vieram à sala apresentar os pratos (lá está, deviam falar uma língua estrangeira…): Ostra com algas, ali da Ria Formosa, Pêra bêbeda do Oeste com codorniz e para finalizar um Cappuccino do Mar. Três coisas extraordinárias que ou nunca tinha comido ou nem sabia do que se tratavam, que bom… A nossa estratégia começou por esperar que as outras pessoas iniciassem o repasto e depois fazer “copy – paste”, o que teria sido mais fácil se a comida cooperasse. 


Para quem nunca viu, isto é uma ostra!
Ora, as ostras são uns animaizinhos que vêm dentro de uma concha e diz que se comem crus, o que é muito bom para os hipocondríacos, e cito, “mas a apanha disto ali na Ria não teve interdita aí até há uns dias?”… Micróbios e toxinas à parte, o bicho vinha com um spork e deveria ser essa a ferramenta a utilizar no seu consumo. Após uma revisão à sala, concluímos que era para comer inteira e de uma vez, fosse como fosse. O Mário picou a sua e disse “acho que isto ainda está vivo…”, eu piquei a minha e disse “isto parece uma borracha”, mas se morrêssemos ali, ao menos morríamos engasgados com uma comida de gente rica, fina e gira. Foram comidas as ostras numa explosão de sabor a água do mar. Quem diria que as ostras explodem quando são trincadas? Os bivalves que eu conheço não se comportam assim, mas adiante porque ainda havia umas tirinhas de verdura no prato e umas coisas que pareciam decoração de aquário. Obviamente, qualquer pessoa da nossa idade, que cresceu a ver os filmes da Disney, se sentiria que nem uma Ariel – e se vocês não se sentirem assim é porque a vossa infância foi triste e vocês não são pessoas fixes – a apreciar os delicados frutos do mar, que eram, mais uma vez, de consistência gelatinosa, pelo menos as algas que eu comi eram assim. O Mário também comeu as ditas Agar-agar e ainda outras que pareciam uns escovilhões e que eu achava que não eram para comer, mas como ainda não teve nenhuma reacção alérgica é porque não deve ser muito grave. 

Foto roubada à descarada de Lidia Carrondo
O segundo prato da noite era mais convencional, do género tinha ar de não estar vivo e de ter sido cozinhado ao ponto recomendado pela ciência médica. Pêra bêbeda em vinho do Porto – eu não sou fã de fruta no comer e o Mário não é fã de álcool em nada, o que é que poderia correr mal?! Neste ponto, o prato veio sem talheres e, portanto, encomendámos a alma à Santa Bobone e usámos os primeiros talheres. Devo dizer que este item do menu não apresentou quaisquer problemas de maior, tirando a meticulosa tarefa de desossar uma perninha de codorniz sem usar as mãos. Talvez se o conjunto da cutelaria apresentada tivesse uma pinça a tarefa tivesse sido mais fácil, mas afinal de contas, como não houve comida a sair disparada pela falta de jeito, é melhor dar o capítulo por concluído com total sucesso. Neste ponto, o jovem casal da classe média-baixa (?) (baixa-alta?) estava perfeitamente enturmado no meio dos ricos e poderia ter feito um extenso documentário de pesquisa sobre os hábitos desses animais raros e em vias de extinção em Portugal… Quem sabe talvez iniciar uma campanha de reprodução de ricos em cativeiro para fazer a repovoação da classe média e salvar o país da crise, assim numa sinergia eclética entre o Álvaro Santos Pereira e a Assunção Cristas, com pastéis de nata e sem ar condicionado, imitando o habitat e alimentação que ocorrem naturalmente em terras lusas. Adiante, que isso é projecto para muitos milhões e o que ‘tá na moda é reservas de protecção da vida bancária selvagem. 

Foto roubada à descarada de Lidia Carrondo
Finalizarei, porque já estou a ocupar o vosso precioso tempo há tempo demais, com o terceiro e último prato do primeiro round. O mais fantástico e surpreendente mestre do disfarce – o Cappuccino do Mar – que parece um café mas não é! As coisas que as pessoas inventam. Ora, este prato, que não era um prato, era uma chávena veio acompanhado de torradinhas, tipo pequeno-almoço e de um flute (olha mais uma coisa francófona) com espumante, o que não é bom para o fígado se for tomado ao pequeno-almoço e, portanto, essa refeição ficou posta de parte logo aqui. Acontece que o Mário não usa bebidas alcoólicas, mas eu uso e então recebi um copo, mas o meu copo, como todos os outros, tinha um brinde “olha tens uma aranha no copo!” – isto é o meu namorado a ser uma simpatia e a promover um ataque de pânico e parvoíce no momento mais inoportuno, é que eu ADORO aranhas, com aqueles olhos arrepiantes e as patas peludas e… oh criaturas maravilhosas… Ok, não era uma aranha, mas se fosse era melhor não reclamar, porque com aranha o espumante é mais caro, é assim a versão rica e fina das moscas na sopa. Era uma flor de anis (go Google it) e era parecida com um bicho feio e preto de facto, mas perfeitamente aceitável por ser do reino dos vegetais e já vir bastante morta e afogada, acho eu. Mas voltando às substâncias sólidas, pãozinho torrado é porreiro, mas cappuccino do mar é melhor, porque, com café ou sem café, não descobri, era um creme de marisco e ninguém diz que não a isso. 

Estou mais inclinada a dizer que não ao modo como mo deram para comer, porque a colher de café e a chávena complicam bastante o acto de comer uma sopa, mas isto sou só eu, que sou pobre e não percebo nada dessas coisas finas… Aliás se querem saber o quanto eu e o Mário percebemos de ser sofisticados, esperem só até chegarmos aos talheres de peixe e à selecção de vinhos para os pratos mais pesados (fica para a próxima que eu agora tenho mais que fazer) - Uma verdadeira epopeia dos sabores e da ignorância sobre o que é para comer e o que é só enfeite!

Ass. Mara

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Quem nasceu para burro nunca chega a cavalo.

Considerando todas as notícias que têm vindo a público sobre a carne de cavalo misturada em carnes que se podiam encontrar em produtos alimentares como lasanhas e afins, quem quer que esteja à frente da página no Facebook do Lidl Portugal, é alguém com um enorme sentido de humor, ou com um péssimo sentido de oportunidade.


De qualquer das formas, admito que me ri.

Ass. Cunha

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Gravatas? Laços? Sim, por favor.


Quem diria que eu iria andar um dia pelas lojas de roupa à procura de gravatas e laços? É verdade, houve uma altura da minha vida em que olhava para gravatas como um símbolo da opressão do "Sistema" sobre os homens. Uma espécie de coleira imposta, porque assim o obrigavam os bons costumes e as ideias pré-concebidas sobre como algumas pessoas se devem apresentar perante as outras.

Admito que hoje encaro-os de outra forma - acessórios. E acessórios que gosto de ter, como podem ver na imagem em cima. Não tenho assim tantas, já que a qualidade paga-se, mas tenho algumas ... mais do que imaginaria há uns anos. Talvez a mudança de mentalidade se deva apenas ao facto de não ter sido (ainda) obrigado a usá-las. Se um dia tiver que o fazer por imposição, talvez volte a mudar de ideias.

Enquanto esse dia não chega, aproveito para deixar a dica:


sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Uma "Caldeirada" cinco estrelas. (Parte II)

Olá uma vez mais caras e caros leitores. Estão a gostar do blogue até agora? Ainda bem! Regressamos então ao relato da experiência que foi a nossa - quando falo em nossa refiro-me a mim e à Mara, co-autora deste blogue - estadia no Hotel Pestana Vila Sol, em Vilamoura. Como já indicámos no post anterior (que podem ler aqui) lá conseguimos ganhar uma das noites no Hotel, assim como o jantar incluído na experiência gastronómica "Cozinha a 6 Mãos". 

Muito embora eu até seja residente no Algarve, estas oportunidades não são de jogar fora, ainda para mais não sendo (pelo menos por enquanto, assim espero) algo que possamos fazer com frequência. Contudo, sejamos honestos sobre um facto: nós não passamos de um jovem casal cujos pais pertenceram em tempos à extinta “classe média” (RIP), pouco habituados a estes luxos. Talvez por isso haja sempre aquele receio de “parecer deslocado” e ser olhado de lado, até porque sabemos que as pessoas que frequentam estes locais são autênticos Cacos Antibes. Mas, como me dizia alguém hoje por causa do post sobre a oferta da Lipton, “uma oferta não é uma esmola" e, por isso, não há que ter vergonha de nada e lá fomos nós para para o Hotel.

Imagem aérea do Hotel

Depois de uma pequena passagem pelo Escritório onde fiz o estágio para ir buscar alguma correspondência (contas para pagar, pois claro) lá seguimos no meu Seat Ibiza velhinho e com algumas amolgadelas para o Pestana Vila Sol. Como qualquer bom resort, também este fica assim para o isolado, não vá algum pobre passar por lá por engano importunando assim o dia-a-dia dos ali hóspedes. Parece exagerado, eu sei ... e na verdade até o é, mas como o destino tem o seu quê de sentido de humor quis que, logo à chegada, tivéssemos o nosso "reality check" e nos cruzássemos com um daqueles carros descapotáveis de luxo que me ultrapassam com frequência na Via do Infante (agora menos vezes, não porque eu ande mais depressa mas porque já não uso a Via do Infante). Mas nem tudo é mau ... enquanto o condutor do bólide ia sozinho no carro eu ao menos levava companhia no meu e sei que o Seat está pago.

Foto de uma lateral do Edifício Principal
Depois de estacionarmos, entrámos então no edifício principal do Hotel para tratar do check in. Correu tudo  como seria de esperar e foi-nos indicado o funcionário do hotel que nos levaria ao nosso quarto. E é aqui que as coisas começam a ficar esquisitas: ver uma pessoa, sensivelmente da minha idade, a carregar-me a mala tendo em conta que eu estou de perfeita saúde é algo que me faz alguma confusão. Menos mal, sabia que era o trabalho dele e não o ataquei como se de um meliante a tentar roubar-me a mala se tratasse.

Seguimos então o também ele jovem que, carregando a mala, nos encaminhou porta fora até à frente do Hotel e, para nossa surpresa, meteu a mala na parte detrás de um carrinho de golfe e convidou-nos a subir. "Oh Diabo, será o hotel tão grande que temos que andar de carrinho de golfe? E depois quando for para vir jantar como é que fazemos? Mandamos vir o carrinho buscar-nos?" - foram algumas das questões que me passaram no momento pela cabeça. Aproveitando o percurso para nos dar algumas indicações, o jovem que nos conduzia perguntou-nos se tínhamos deixado o carro no parque de estacionamento exterior. Tendo dito que sim ele avisou-nos que o poderíamos colocar na garagem do Hotel, que atravessámos com o carrinho de golfe. Ao ver os bólides lá estacionados, cada um deles mais caro que o outro, pensei cá para mim que o meu carro podia apanhar um pouco de chuva sem problema ... isso e só a ideia de riscar um carro daqueles assustava-me de morte.

Pouco depois passámos junto à piscina interior. Embora não tivéssemos a certeza de que a nossa estadia incluía a ida à piscina, arriscámos levar os fatos de banho. Aproveitámos então para perguntar se podíamos usar a piscina, tendo-nos sido dito que sim. Sucesso! Os fatos de banho não foram em vão!


Chegados ao espaço onde estavam os quartos, numa espécie de quartos térreos com acesso a um caminho de um lado e ao jardim do outro, o jovem que nos tinha conduzido ao local levou a mala lá para dentro e retirou-se depois. Ao encerrar a porta fui rápido o suficiente para evitar que desse tempo criar-se aquele momento chato em que eles dão a entender que lhes devíamos dar uma notinha pelo seu trabalho. Se estiveres a ler isto, apesar do meu bom aspecto, ganhei a estadia ai num passatempo, por isso não leves a mal pah.

Depois disto, foi altura de dar uma vista de olhos pelo quarto e apreciar o ambiente ...


E, já agora, por curiosidade, ver o preço das coisas. A água, como podem ver ao lado, era 5€. Ainda bem que passámos primeiro pelo Lidl para ir comprar uma garrafa de água e umas bolachas para o lanche, hum? Mas pronto, faz parte da vida e só bebe quem quer ...

Demos também uma vista de olhos pelo preçário do Mini-Bar. Os preços são, como de costume, inflacionados. Sinto-me sempre tentado a levar coisas de casa, comer as do hotel e substituir pelas coisas que levei. Assim sinto que saio de lá com lucro sobre o hotel , mas depressa me apercebo que não vale a pena o esforço.

Depois de confirmadas as condições do quarto que, não fosse uma teia de aranha no tecto, estaria impecável, fomos dar um pulo à piscina aquecida. E deixem-me dizer-vos: nada diz "luxo" como estar frio, vento e chuva cá fora enquanto nós damos umas braçadas numa piscina aquecida interior e com a vantagem de podermos ver o exterior devido ás paredes de vidro.

Duck Face propositada. Sim, "that's how silly you look".

No entanto, foram também estas paredes de vidro que me permitiram ver que, enquanto eu estava lá dentro a relaxar, lá fora havia quem trabalhasse. Afinal de contas, era uma segunda-feira à tarde e as pessoas (as que têm ainda a sorte de ter um emprego) trabalham. "Ah", o homem de esquerda que tenho de mim começou logo a dar de si - "Devias era estar ali ao lado do povo em vez de aqui dentro, junto desta malta do capital!". Afinal de contas, eu próprio tenho raízes proletárias e senti-me, por uns momentos, um traidor da classe. 

Mas depois o Jacuzzi ficou vazio, fui lá para dentro e os remorsos passaram. 

Ainda ficámos mais um bom bocado na piscina, tendo regressado ao quarto apenas a tempo de um banho para tirar o que quer que utilizassem para manter a água das piscinas em condições. Depois estava na hora de jantar. Mas o relato desse emocionante momento, deixarei a cargo da Mara.

EDIT: A Mara, que pelos vistos percebe mais de carros que eu, identificou o carro. É este.
Ass. Cunha

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

A Cavalo dado não se olha o dente?

Era dia 6 de Fevereiro e estava pelo Facebook. Vejo surgir no meu feed um post da marca de chás Lipton. "Rezava assim":


Como tenho vindo a tornar-me cada vez mais apreciador desta bebida, a ideia de ganhar uma caixa de chá gourmet deixou-me intrigado e tentei a minha sorte. Tive sucesso e fui um dos vencedores, tendo enviado posteriormente os meus dados para a marca, de modo a poder receber o meu prémio.

Curioso com o que seria ao certo isto da caixa de chá gourmet, decidi fazer uma rápida pesquisa no Google. Este resultado chamou-me a atenção:


No artigo ilustrado pela foto podemos ler no título "Lipton lança caixa de chá gourmet", pelo que fiquei pacientemente à espera de receber o meu prémio, que pensei eu, seria igual ao da imagem.

E o prémio chegou, finalmente, hoje! Assim que a recebi, abri a caixa onde vinha (ainda era grandinha e até foi entregue por um serviço especial de entregas) e deparo-me com isto:


É basicamente uma baixa metálica, cor de rosa, da Lipton ... e nem chás trazia lá dentro. Por falar em desilusões, hum? Agora estou indeciso entre deixar passar, já que o que vem à rede é peixe, ou queixar-me à Lipton! Afinal de contas, há que salvaguardar as expectativas das pessoas pá!

Ass: Cunha